Presidente da Fecoagro classifica 2019 como “ano de incertezas” no agronegócio - Rádio Missioneira - São Luiz Gonzaga - RS
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São Luiz Gonzaga
3 de maio de 2019
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Presidente da Fecoagro classifica 2019 como “ano de incertezas” no agronegócio

Imagem: divulgação internet
3 de maio de 2019 l 11:17
Materia atualizada: 03/05/2019 l 11:17




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O programa Jornal da Manhã desta sexta-feira, 3 de maio, teve a participação do presidente da Fecoagro, Paulo César Vieira Pires, que falou sobre tendências no mercado do agronegócio e perspectivas de mudanças devido a algumas ações do Governo. No geral, Pires destaca este como um ano de incertezas até o momento, devido a muitos fatos novos que ainda podem despontar.

Lembrando de viagem recente a Brasília, onde a diretoria da Fecoagro se reuniu com lideranças do governo, como o chefe da Casa Civil Onix Lorenzoni, Ministra da Agricultura Tereza Cristina e presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, deputado Alceu Moreira, Paulo Pires disse que espera que os recursos liberados para este ano sejam, no mínimo, os mesmos que os do ano passado. Entretanto, ele vislumbra uma tendência cada vez maior de o governo se retirar do setor de crédito rural, fruto do perfil mais liberal do atual Executivo.

Mesmo sem se colocar contra ou a favor da reforma da Previdência, o entrevistado diz que tudo se encaminha para que a mesma passe no Congresso. Hoje o dólar está cotado em cerca de R4 3,96, mas, se a reforma da Previdência for aprovada, a tendência é de recuo. Porém, mesmo depois disso, ainda há muito que se ajustar – ainda não tivemos audiências com o ministro Paulo Guedes, só palestras – ressaltou.

Questionado sobre a situação do Funrural, o Presidente da Fecoagro disse que aguarda posicionamento do presidente Jair Bolsonaro, que se comprometeu a “resolver” o passivo, sem dar mais esclarecimentos sobre o tema.

Cooperativas em ótima fase

Sobre o assunto “cooperativas” o entrevistado voltou a falar que os últimos anos têm sido excelentes, sem frustração de safra desde 2012. Outro item que tem se mantido estável é o crédito, mérito dos governos anteriores, uma vez que, há cerca de 20 anos, não se tinha a garantia de crédito, mesmo com as lavouras estabelecidas, e hoje o cenário é outro.

Mesmo assim, o futuro ainda é incerto para os produtores. Apesar da enorme produtividade, recentemente temos observado uma grande queda no preço da soja, que não foi seguida pelo preço dos insumos, que permanecem no mesmo patamar. Soma-se a isso a tabela de fretes, que, segundo Pires, não pode ser definida por decreto. Ele também chamou a atenção para a tributação e desburocratização, bandeiras do atual governo e que podem ter efeitos no futuro.

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