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São Luiz Gonzaga
4 de dezembro de 2018
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Equipe de ação social conseguiu convencer parte de ocupantes da praça a passarem por tratamento

Foto: Arquivo/Rádio Missioneira
4 de dezembro de 2018 l 16:28
Materia atualizada: 05/12/2018 l 08:30

Situação é alvo de reclamações da comunidade





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Diminuiu nos últimos dias o número de pessoas que vivem na Praça da Matriz de São Luiz Gonzaga. Dois deles foram encaminhados para tratamento médico, após serem convencidos por uma equipe multidisciplinar. Conforme o secretário de Ação Social, Paulo Fraga, o método utilizado foi o de busca ativa. A equipe contatou familiares para pedir apoio, bem como conversou com eles por várias semanas. O trabalho começou a ser planejado em abril.

Os pedintes são viciados em álcool e entorpecentes e não são considerados moradores de rua, já que têm residência e família. No entanto, preferem ficar na rua, onde podem manter o vício, principalmente por meio de doações em dinheiro. A situação incomoda a comunidade, em especial quem passa pela praça, o cartão postal da cidade. Com a proximidade do Natal, local sedia programações diárias, mas muitas pessoas evitam por conta de atitudes dos viciados.

A própria comunidade agravou o problema

Desde 2017 existem relatos de situações de assédio às mulheres, vandalismo e necessidades fisiológicas ao ar livre, mesmo com um banheiro público na praça.  Fraga criticou a atitude de muitas pessoas em dar dinheiro aos viciados, que sempre tinham recursos para sustentar os vícios. Há relatos de compra de vários litros de bebida diariamente, pagos com doações. O secretário orienta que uma forma de ajudar é doar comida, já que valores em dinheiro são utilizados para álcool e drogas.

Segundo Fraga, o trabalho envolve várias entidades e órgãos de saúde, já que o problema é considerado de saúde pública, não de polícia, como muitos defendem. Ele salienta, porém, que situações de perturbação ou outros crimes devem ser registrados com boletim de ocorrência.

O secretário ressaltou que a demora na internação também é causada pelo baixo número de leitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São apenas 12 para toda a região. “As pessoas muitas vezes não entendem como funciona a situação”, explicou. Outro fator importante, segundo Paulo, é que ninguém pode ser internado contra a própria vontade. “Alguns são irredutíveis. Não querem sair dali. Não temos o que fazer”, relatou.  Ele espera que com as buscas ativas o problema seja ao menos minimizado por enquanto. “Eles tem direito de ir, vir e ficar”, informou o secretário. 

Autora: Amanda Lima

Fonte: Rádio Missioneira


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