Uma nova doença está preocupando produtores,
fiscalizadores e profissionais da área veterinária. Trata-se do mormo, que
preocupa por causa da alta incidência registrada em outros estados. O programa
Jornal da Manhã desta terça-feira teve a participação da veterinária Cintia
Diedrich. Ela veio trazer alerta aos produtores e praticantes de tiro de laço
sobre o Mormo, doença que ataca animais equinos.
O animal infectado com o mormo apresenta nódulos
linfáticos aumentados, secreção nasal e febre alta. Nesse caso o diagnóstico a
doença pode até ser confundida com o garrotilho, que também é uma enfermidade
bacteriana característica dos equinos, porém, o mormo é bem mais grave. O mormo
é altamente contagioso pode ser transmitido para o ser humano e o tratamento é
muito complicado.
Para se detectar a doença, é necessário coletar o sangue
dos animais suspeitos de ter a enfermidade e, como já citado, enviar a amostra
para São Paulo. Cerca de uma semana é o tempo hábil entre o envio da amostra e
o recebimento do resultado. Se o teste der positivo os animais são submetidos
ao teste da Maleína. Com nova confirmação, o animal precisa ser sacrificado.
Como o mormo pode ser transmitido pelo ar, por meio da
secreção, as autoridades veterinárias estão aconselham que o exame seja feito,
uma vez que o risco de infecção pode ocorrer com frequência, principalmente no
caso de aglomerações, como em rodeios. Entretanto, a maior preocupação está nos
animais que vêm de outros estados. Segundo Cintia, muitos casos já foram
registrados em Mato Grosso, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, fazendo acender
um sinal de alerta que pensava-se estar apagado, pois o Brasil chegou a ser
considerado livre da doença até o inícios dos anos 2000.
A veterinária informou que está à disposição para mais
esclarecimentos sobre a doença e procedimento de coleta de amostras. Ela também
deixou seu número ? 9619-4033.