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São Luiz Gonzaga: vestígios arqueológicos da antiga redução jesuítica são encontrados no terreno da futura sede própria da Câmara

Os estudos arqueológicos realizados no terreno destinado à construção da sede própria da Câmara Municipal de São Luiz Gonzaga confirmaram a existência de vestígios relacionados à antiga redução jesuítico-guarani de San Luis, fundada em 1687. O levantamento foi conduzido por uma equipe do Museu Arqueológico de São Luiz Gonzaga (Marq), sob a coordenação da arqueóloga Raquel Rech, dentro do Programa de Pesquisas Arqueológicas na Poligonal de Proteção do Sítio Arqueológico, subsidiado pela prefeitura.

Os trabalhos de campo incluíram a abertura de 56 poços-teste, oito quadrículas e quatro trincheiras de averiguação, distribuídos de oeste a leste no terreno. As escavações resultaram na identificação de dois trechos de alicerces retilíneos compostos por blocos de arenito grês, encontrados entre um e 1,2 metro de profundidade. Esses alicerces, embora desconexos, podem indicar parte de antigas edificações missioneiras, possivelmente casas indígenas ou estruturas de outra função, que sofreram desmantelamento e revolvimento do solo ao longo dos séculos.

Além das estruturas em pedra, também foram localizados fragmentos de cerâmica missioneira e cerâmica utilitária guarani, reforçando a hipótese de que o local abrigou, no período reducional, construções relacionadas ao cotidiano da antiga comunidade de San Luis. Segundo o laudo arqueológico, apesar de a maioria dos vestígios estar fragmentada — resultado de ações agrícolas e do tempo —, o material encontrado comprova a relevância histórica da área.

A análise e o parecer técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foram decisivos para a continuidade do projeto da sede própria da Câmara. Com a autorização do órgão federal, o município pôde avançar com o processo licitatório da obra, publicado no dia 3 de novembro.

Segundo o presidente da Câmara, vereador João Iuri de Oliveira, após a conclusão da obra, o prédio deverá exibir imagens dos vestígios encontrados, valorizando a memória arqueológica e a herança histórica da antiga redução.

Fonte: Rádio Missioneira

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