O feriadão de Reveillon chegou e muita gente vai pegar a
estrada para curtir os últimos dias de 2017 e a chegada de 2018.
Historicamente, o período é um dos mais violentos no trânsito, com muitos
acidentes com mortes nas rodovias brasileiras. A média diária é de 136 vítimas
fatais diárias, enquanto no restante do ano o número é de 100 mortes. Para o
especialista em trânsito, Eduardo Cadore, os índices são inaceitáveis.
Conforme o profissional, a imprudência, velocidade acima do
permitido, falta do uso do cinto de segurança, álcool e o não planejamento da
viagem são os principais fatores de risco. “Essas fatalidades podem ser
evitadas ou minimizadas com cuidados simples ao volante”, explicou Cadore.
Se liguem nas dicas
Entrevistado na programação da Rádio Missioneira, ele pontuou
as principais orientações aos condutores. Antes de sair para a estrada, é
necessário fazer uma revisão no veículo. Eduardo ressalta que não é bobagem,
como muitos pensam.
Depois, é importante fazer o planejamento do percurso e estar
descansado antes de pegar o volante. “É muito importante estar bem fisicamente
e mentalmente antes de dirigir, e ir sem pressa, fazendo pausas”, argumenta
Eduardo. Ele orienta que a cada duas horas é bom fazer uma parada ou passar a
direção à outra pessoa habilitada.
Cinto e cadeirinha para
os pequenos
O uso do cinto de segurança é essencial para todos que
estiverem no veículo, principalmente as crianças. “Devem estar na cadeirinha
com segurança, nunca no colo”, salienta o especialista.
Outro fator em discussão atualmente, causador de muitos
acidentes, é o uso do celular ao volante. “Ainda se discute pouco sobre isso”,
destaca Cadore. “Hoje muita gente não sabe, mas o uso do celular causa
acidentes e mortes”, explica o profissional.
Beber e dirigir nunca
combina
A orientação de beber e não dirigir, que parece clichê, uma
vez que é crime, mas sempre é necessária, segundo Eduardo. “Já diminuiu
bastante, mas ainda ocorrem mortes por beber e dirigir, principalmente entre
jovens?”, argumenta.
Por fim, ele justifica que não há como saber o que espera na
próxima curva, no entanto quem está no volante deve saber gerenciar as
situações de risco. “O trânsito é o que é, mas cabe a cada um de nós fazer a
escolha correta, que é a direção defensiva”, finalizou Cadore.