“Só querem explorar o trabalhador”, diz presidente sobre empresas que não querem pagar hora extra no sábado á tarde

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Sem acordo coletivo fechado, algumas redes de lojas estabelecidas em São Luiz Gonzaga procuraram o sindicato dos comerciários para fechar acordo individual. São empresas que querem ficar abertas até depois das 18h, mas prejudicar o direito dos trabalhadores.

Em entrevista à Rádio Missioneira, o presidente da classe, Américo Fabrício, afirmou que algumas lojas que não fizeram acordo estão abrindo de forma irregular. “Estão usufruindo do horário que outras lojas firmaram”, relatou.

Ele contou que o sindicato recebeu denúncias de alguns estabelecimentos. “Vamos averiguar todas as situações e verificar se haviam trabalhadores. As medidas legais serão tomadas”, afirmou.

Fabrício lamentou que desde março ocorram negociações que ainda não foram fechadas. Conforme o presidente, o Sindilojas não abre cede ao direito de pagar trabalhadores em dinheiro nos sábados à tarde.

 A classe decidiu em assembleias que só aceitará trabalhar se receber. A patronal quer fazer a compensação em folgas futuras. O sindicato também não aceita que a compensação seja feito de segunda a sexta, como querem os comerciários. Os patrões querem que seja feita de segunda a sábado, sem ceder a essa proposta.

O presidente não poupou críticas. “Tem empresas que não socializar o lucro, só querem explorar o trabalhador”, explicou. Ele acrescentou que não são todas, mas que a negociação deixa clara a situação. “É repugnante”, resumiu.

Américo acrescentou que não existe falta de conhecimento, caso aleguem que não sabiam se forem chamados a responder na justiça. “Nós vamos nas empresas, conversamos com todos”, explicou. Por lei, os trabalhadores podem ter carga diária de oito horas e 44 por semana.

Fonte: Rádio Missioneira