?O aumento oferecido é melhor que nada, mas vamos lutar por
mais?, é a afirmação do vice-presidente do Sindicato dos Municipários, Anderson
Amaral. O aumento 4% a partir de janeiro, 3% a partir de setembro de 2016 e 3,67%
a partir de novembro foi aprovado por unanimidade em sessão extraordinária
nesta semana. A classe quer o aumento de 12%.
Anderson classificou a situação como terrível. “É terrível
para os servidores, eles estão se lixando para o nosso trabalho”, disse em
entrevista ao programa Jornal da Manhã. Até março a entidade está em férias,
porém em março pretende retomar a mobilização. Assembleias serão convocadas para
discutir estratégias de mobilização.
O vice-presidente não descarta que ao longo do ano ocorram
greves e operações tartarugas. “Não gostamos de fazer isso, é desgastante com o
trabalhador e principalmente prejudica o cidadão são-luizense”, comentou.
O presidente da Câmara de Vereadores, Reni Rodrigues Lopes,
também concedeu entrevista ao Jornal da Manhã de hoje. Disse que diferente de
outras ocasiões, não foram chamados pelo sindicato para conversar sobre o
projeto. “Outras vezes fizemos acordos, mas desta vez entendemos que a classe
não era conta o valor”, disse.
A prefeitura, em nota à imprensa, informou que compreende as
afirmações do sindicato. “A Administração Municipal enfatiza que compreende as
declarações do Sindicato dos Municipários por entender que o debate é parte
imprescindível de uma democracia, e que todas as ações efetuadas pela
municipalidade visam atender, além de todas as categorias do funcionalismo
público municipal, a comunidade são-luizense como um todo”.