Sindiágua-RS ressalta a importância da luta contra a privatização da Corsan

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Para vice-presidente do sindicato, apoio à Corsan é sobretudo um gesto de humanidade e de luta na defesa do maior bem da Terra: a água

Em entrevista ao programa Jornal da Manhã na Missioneira FM 94.9 nesta quarta-feira (11), Leandro Almeida, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Purificação e Distribuição de Água do Rio Grande do Sul (Sindiágua-RS), comentou a importância das mobilizações realizadas na terça-feira (10) em todo o Estado contrárias ao projeto de privatização da Corsan.

Segundo Leandro, o ato realizado em Santo Ângelo demonstra, além de apoio à causa atualmente em pauta, um gesto de humanidade e enfatiza o grande número de pessoas que estão engajadas na luta pela defesa do maior bem da Terra: a água. Além de Santo Ângelo, mobilizações ocorreram em várias outras cidades gaúchas.

Registro da manifestação realizada em Santo Ângelo | Foto: Fernando Gomes

 

O vice-presidente do Sindiágua criticou enfaticamente o governador Eduardo Leite, ressaltando, em sua visão, que a privatização da companhia é uma mera tentativa do governador tentar se eleger para um cargo a nível nacional nas próximas eleições.

Leandro considera que a pressão dos prefeitos em torno do tema e sobretudo para que a Famurs tenha uma posição alinhada com os municípios afetados é fundamental e que a análise da questão nas Câmaras Municipais de Vereadores é imprescindível.

No final da manhã de terça-feira (10), servidores da Corsan realizaram em Santo Ângelo um grande ato contra o projeto de privatização da companhia proposto pelo Governo do Estado. Um documento foi entregue ao prefeito Jacques Barbosa pelo diretor do Sindiágua, Sady Xavier da Cruz.

Ele destacou que o processo de privatização proposto pelo Estado está sendo realizado sem a devida transparência e o poder concedente do serviço de saneamento é dos municípios, que também precisam ser ouvidos. Estão reunidos no documento dados e análises produzidas por técnicos e que contrapõe as justificativas apresentadas pelo Estado para privatizar a companhia.

Rádio Missioneira