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Sem a presença da RGE, assembleia define abaixo assinado para que concessionária deixe de atender a região

A audiência pública para debater o atendimento da RGE na
região ficou prejudicada: a RGE não compareceu ao evento, que ocorreu nesta
quarta-feira (22) em São Pedro do Butiá. “Confirma o descaso que possuem com os
clientes”, falou na abertura o presidente da Associação dos Legislativos das
Missões (ALM), Bio Milkzareck.

Moradores relataram na audiência o descaso do atendimento da
concessionária. “Ficamos 150 horas sem luz em cinco meses, tive que comprar
gerador”, comentou um morador do interior. Relatos semelhantes foram trazidos
por vereadores de vários municípios. “Em Pirapó tivemos pessoas com até 22 dias
sem energia, é um absurdo”, declarou a presidente da Câmara de Vereadores, Maria
Cledi Bierman.

Autor da proposição de criação do evento, o presidente da Câmara de Vereadores de Garruchos, Orlando Picinin, argumentou que não há justificativa para a demora no atendimento. “É muito prejuízo ficar quase 20 dias sem energia como algumas localidades de Garruchos ficaram”, explicou. Na reunião da ALM em outubro, que definiu a realização da audiência, não havia luz, sendo necessário o uso de geradores.

O presidente da Cermissões, Diamantino Marques dos Santos,
participou do evento. A cooperativa também atua na distribuição de energia na
região, com atendimento elogiado por todos os cooperados. “Quem faz o serviço
bem feito não precisa se esconder”, destacou o presidente. É de consenso que a
cooperativa passe a atender os clientes que hoje não da RGE.

Diamantino orientou os presentes sobre a única forma de isso
ocorrer. “Apenas a justiça pode decidir”, citou Marques. Ele contou que em 2015,
situação semelhante ocorreu em Ibirubá. Com mobilização de moradores e
lideranças, a justiça autorizou a cooperativa local a atender os clientes que
eram da RGE. “É possível, mas com mobilização e envio ao Ministério Público”,
ressaltou o dirigente.

Em votação, os presentes decidiram a criação de abaixo
assinado em todos os municípios, a cargo das câmaras de vereadores. Os
documentos serão reunidos e levados ao Ministério Público Federal (MPF). O
objetivo é que seja decidido no tribunal a melhoria no atendimento ou o repasse
para outra concessionária.

Além da RGE, não atenderam o convite outros órgãos, como a Ministério
Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE), Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) e Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos
Delegados (Agergs).

A reportagem da Missioneira entrou em contato com a RGE para
saber o motivo do não comparecimento na audiência e ainda não teve retorno.

 

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