Rolador: Alunos da Escola Santo Onofre recebem oficina de Produção Textual - Rádio Missioneira - São Luiz Gonzaga - RS
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São Luiz Gonzaga
28 de outubro de 2013
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Rolador: Alunos da Escola Santo Onofre recebem oficina de Produção Textual

28 de outubro de 2013 l 07:54
Materia atualizada: 28/10/2013 l 07:54




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Através de parceria feita com o SENAC de São Luiz Gonzaga, instituição que possui um programa de Gestão Socioambiental, foi oportunizada aos alunos dos 6º e 7º anos uma oficina de produção textual com duração de 14 horas. A atividade envolveu várias dinâmicas e práticas visando ao desenvolvimento das habilidades de expressão escrita dos estudantes, os quais também tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos acerca da Língua Portuguesa.

As aulas foram ministradas na própria estrutura da Escola, contando com a participação do Professor Eduardo Vargas, do SENAC de são Luiz Gonzaga. De acordo com o docente, atividades como essas são muito relevantes, pois estimulam os alunos a produzirem mais e melhores textos, além de reforçar conhecimentos e habilidades já trabalhadas pelos professores da escola Santo Onofre. No desenvolvimento desta oficina, foram identificados belos textos, como o da aluna Adrielly dos Santos:

A Tristeza e a Felicidade

(Adrielly dos Santos)

Eu e minha família éramos felizes, achávamos que nada podia dar errado. Morávamos em Jerusalém e tudo parecia perfeito porque Jesus nasceu, viveu e morreu lá; mas estávamos errados.
Minha mãe, meu pai e minhas duas irmãs morreram em um desastre horrível, quando lembro me sinto culpado. Aquele dia foi o último dia que eu os abracei e os beijei. Tive muita sorte de não morrer. Fomos ver o pôr-do-sol no alto de uma montanha quando escorregaram e caíram lá embaixo… eu presenciei tudo aquilo… foi terrível… sinto-me culpado pois fomos até aquele lugar por minha vontade e insistência.

Nesta ocasião eu ainda era menor de idade, então me colocaram em um abrigo para menores. Porém, antes de partir fiz um último pedido: deixem-me dar adeus ao meu lar. Ao chegar em casa, entrei correndo, chorando, pedindo piedade a Deus, pois agora eu me tornava um órfão. Peguei minha câmera e, enxugando os meus olhos fui até o pátio e tirei uma foto da minha casa para ficar de recordação.

Queria não acreditar que tudo aquilo havia acontecido, queria que fosse um pesadelo; mas não era. Precisava ser forte, forte como um lobo guerreiro que nada temia ou sentia, porém não queria que meu coração endurecesse feito pedra… queria ter amor.

No abrigo ao qual fui enviado conheci Dona Letícia. Pedi a ela uma bíblia, para colocar mais amor em minha vida, para lembrar Jesus; pois depois que minha família morreu eu nunca mais havia lembrado dele. Admirei-me em constatar que não estava com ódio de Jesus.

Ninguém mais se lembrava de mim, mas Dona Letícia era como uma mãe. E no dia do meu aniversário ela me deu um carrinho de brinquedo. Adorei o presente, não o largava, era um modo de passar o tempo. Outras pessoas que trabalhavam no abrigo me deram um cachorro. Com aquele cachorro fiquei comovido, pois quando meus pais morreram achei que não tinha futuro; mas hoje vejo que estou feliz. Coloquei nele o nome de Dog. Dog foi, é, e sempre será o meu melhor amigo.
 

 


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