Santo Ângelo é considera a região mais crítica do Rio Grande do Sul, segundo o governador
O governo do Rio Grande do Sul enviou nesta terça-feira os primeiros cinco alertas do novo sistema de gestão da pandemia do coronavírus no Estado, o Sistema 3As. As regiões de Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Ijuí, Passo Fundo e Santo Ângelo foram colocadas nesta condição, segundo o gabinete de crise da administração estadual. Os alertas emitidos representam “uma tendência grave em relação à propagação do coronavírus, pressão no sistema hospitalar tanto em leitos clínicos como de UTI”, diz texto do governo estadual.
A região com a condição mais crítica é Santo Ângelo onde, segundo a administração estadual, foi percebido um elevado e rápido crescimento da incidência de casos confirmados de Covid-19 em sete dias para cada 100 mil habitantes, saltando de 260,3 em 9 de maio para 424,1 em 16 de maio, o que configura um aumento de 62,9% em sete dias.
A incidência de óbitos na região também está em trajetória ascendente – passou de 8,2 em 8 de maio para 11,8 em 16 de maio, crescimento de 43% em oito dias. Esse valor é 78,8% maior que a média estadual, de 6,8 em 16 de maio.
O sistema elaborado pelo governo gaúcho para substituir o Distanciamento Controlado entrou em vigor nesse domingo. Ele utiliza dados epidemiológicos e de acompanhamento do sistema de saúde para subsidiar o processo de tomada de decisão dos gestores, que pode se converter em um dos três indicadores de decisão, os “3 As”: Aviso, Alerta e Ação.
De acordo com o Executivo, os alertas emitidos para as regiões representam uma tendência grave em relação à propagação do coronavírus, pressão no sistema hospitalar tanto em leitos clínicos como de UTI. O governo explica que a condição de alerta para as cinco regiões tem relação com o monitoramento feito desde o fim de semana.
A partir da classificação, o processo entra na fase de ação. Isto significa que Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Ijuí, Passo Fundo e Santo Ângelo têm 48 horas, a contar da emissão do alerta, para avaliar, responder sobre o quadro das regiões e apresentar plano de ação compatível com a condição e a situação epidemiológica apontada, com o objetivo de reverter a situação.
Se a resposta da região for considerada adequada, a proposta é aplicada imediatamente, e a região segue sendo monitorada pelo GT Saúde. Caso a resposta não seja adequada, o Estado poderá intervir e estipular ações adicionais a serem seguidas.
Fonte: Correio do Povo