O presidente da Fecoagro, Paulo César Vieira Pires, foi entrevistado no programa Jornal da Manhã desta quarta-feira, 12 de junho. Na ocasião ele abordou questões importantes para a pauta do produtor, destacando-se o plantio das culturas de inverno, custo dos insumos e serviços e demais demandas do setor cooperativo.
Primeiramente ele destacou encontro em Gramado, onde diretores e agrônomos de cooperativas participaram da 1ª jornada da Rede Técnica Cooperativa. Paulo considera muito pertinentes os temas apresentados no encontro, pois tratam do cenário político e econômico brasileiro, criando uma alternativa para troca de informações e conhecimento.
Falando sobre o assunto custos, também debatido na RTC, o Presidente comparou a oscilação do preço dos grãos com o aumento contínuo dos custos de produção. Um fator apontado pelo entrevistado que, de certa forma, é favorável para o Brasil, é a produtividade dos EUA, que deve ter quebra de aproximadamente 34 milhões de toneladas na safra de milho, por razões climáticas, com excesso de chuva.
Paulo Pires também destacou a sucessão rural como desafio constante no campo, valorizando os projetos como o Jovem Aprendiz no Campo, programa adotado pela Coopatrigo, com excelentes resultados. A primeira experiência foi com uma turma em São Lourenço e mais recentemente ocorreu a formação de uma nova, em Santo Antônio das Missões.
Plano Safra
Questionado sobre o lançamento do próximo Plano Safra, Paulo disse que o mesmo deverá ser anunciado pelo Governo Federal na próxima terça-feira, dia 18 de junho. Pelo que já ouviu falar, o Presidente acredita que algumas inovações vêm aí, com mudança em algumas prioridades. Apesar de já esperar um volume de recursos no mínimo igual ao do ano passado, ele e demais lideranças do setor estão apreensivos quanto ao anúncio sobre as taxas de juros, assim como sobre o valor do seguro rural, onde se espera no mínimo R$ 1 bilhão para valor de equalização, segundo compromisso da ministra da Agricultura Tereza Cristina.
Comercialização em rede
Defensor da cultura do trigo, que atualmente está em baixa, Paulo Pires disse que o cereal hoje é plantado mais por uma questão cultural e de cobertura de área do que pelo simples lucro. Segundo o entrevistado, o Brasil produz metade do trigo que consome, sendo tranquilamente um dos maiores importadores do mundo. Afirmando que, historicamente, o Brasil se estruturou com vistas para a importação do trigo, Paulo se diz entusiasta de uma nova matriz produtiva para o trigo em nosso País, com diversificação.
Segundo o Presidente, as cooperativas devem focar em grandes projetos industriais em comum. Ele citou o exemplo da Aurora, de Santa Catarina, que é formada por 11 cooperativas e ostenta um faturamento de mais de R$ 9 bilhões. Aliando-se a uma central, voltada ao trigo, por exemplo, a cooperativa passa a fazer parte de uma rede, que ainda não foi colocada em prática no nosso Estado, mas a Fecoagro segue firme neste propósito.
Rádio Missioneira