Produtores rurais da região voltaram a protestar, nesta sexta-feira (18). A mobilização ocorreu em Santiago e integra uma série de ações com foco principal na securitização das dívidas agrícolas, medida considerada urgente por lideranças rurais. Um tratataço, inclusive, percorreu ruas da cidade.
A próxima manifestação está marcada para o dia 21 de julho, em São Miguel das Missões, ampliando o alcance das reivindicações em toda a região missioneira.
Segundo Margareth Costa Beber, presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga e da 12ª Coordenadoria Regional da Farsul, a situação dos produtores é crítica. “Estamos vivenciando um momento muito difícil para o nosso produtor, onde a questão do endividamento nos torna incapazes de continuarmos na atividade”, afirmou.
Margareth reforça que a aprovação da securitização precisa ser sancionada com urgência pelo Governo Federal, transformando-se em uma medida concreta de socorro ao campo. “O produtor tem que continuar mobilizado para que o Governo Federal sancione a lei e realmente torne realidade a nossa reivindicação.”
A dirigente também criticou o discurso oficial sobre o Plano Safra, que, segundo ela, não contempla a maioria dos produtores. “O governo diz que lança o maior Plano Safra da história. Sempre é o maior porque ele aumenta lá uns 5% daquilo que colocou no ano passado, mas, na verdade, muito poucas pessoas são contempladas com o plano.”
As manifestações têm ganhado força em diversas regiões do estado, especialmente em áreas atingidas por perdas climáticas e dificuldades no acesso ao crédito. A principal demanda é a reestruturação das dívidas através da securitização, permitindo o parcelamento a longo prazo e condições viáveis para a permanência das famílias no campo.
Foto: Pedro Correa/GNI
Fonte: Rádio Missioneira