São Luiz Gonzaga esteve presente no
7° Congresso Brasileiro de Equoterapia e 5° Fórum Latino Americano de Equoterapia, que ocorreu
em Florianópolis. As integrantes do Centro de Equoterapia Dragões do Rio
Grande, Lucia Gattiboni e Eliane Jakulski, apresentaram um projeto a respeito
da síndrome de Rett.
Conforme Lucia, o evento ocorre de
dois em dois anos e é onde são demonstrados os resultados nos tratamentos
desenvolvidos por meio da equoterapia, que tem embasamento em estudos técnicos
e científicos para direcionar as
atividades realizadas com os pacientes.
Para participar do congresso é
necessário encaminhar o projeto para a Ande Brasil, que orienta os trabalhos
desenvolvidos para proporcionar avanços na área. Após ser aprovados pela Ande,
aí o trabalho pode ser apresentado. “Lá são apresentados só aquilo que
realmente apresenta resultados e melhorias na vida de pessoas com diversas
deficiências e síndromes”, falou.
O projeto desenvolvido se deu em
cima dos estudos de duas meninas, de Porto Lucena, elas começaram o tratamento com 14 anos e atualmente tem 17 anos, que possuem a síndrome de Rett. A doença é uma desordem no
desenvolvimento neurológico, relativamente raro, que afeta principalmente o
sexo feminino, clinicamente categorizada pela perda progressiva das funções
neurológicas e motoras. No centro de
Equoterapia as jovens passaram por técnicas terapêuticas que utilizavam o
movimento rítmico preciso e tridimensional do cavalo, uma vez por semana no
período de quatro anos. Os resultados apresentados contaram com melhora no
controle e flexibilidade da região lombar, equilíbrio e postura, o que
contribuiu para a autonomia das atividades diárias e consequentemente na
qualidade de vida das jovens.
Conforme Lucia, foi possível
observar que o centro está no caminho certo e eficiente. Além disso, ela
elencou que são diversas as deficiências e síndromes. Quem tem, por exemplo, esclerose múltipla ou
Alzheimer também pode buscar junto aos Dragões do Rio Grande o tratamento.
Eliane evidenciou que o atendimento
ocorre nas terças-feiras pela manhã e tarde e nas quartas pela manhã e quinta-feira
a tarde. Atualmente são 30 praticantes. Ela também convida a toda comunidade
para a feijoada que irá ocorrer no dia 1° de julho. O objetivo é angariar
recursos para dar início a uma sede ao lado do novo picadeiro. A sede deve
contar com duas salas de fisioterapia, duas de banheiros adaptados, sala de
recreação e rampa direta para o picadeiro. Será a 16ª edição do evento.