Em entrevista para o programa Jornal da Manhã na Missioneira FM 94.9 nesta terça-feira (23), Cláudio Amaral Brum, procurador jurídico do Lar Escola Nossa Senhora Conquistadora, trouxe mais informações sobre a saída das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria da entidade.
Segundo Cláudio, desde 2016 o Lar Escola é administrado por uma diretoria. A partir de então, as irmãs não integravam mais a administração. Conforme o procurador jurídico, com esta mudança, começou haver conflitos entre as irmãs e o corpo de funcionários, pois o poder de mando e de determinações era da direção, formado por profissionais.
“Como estes atritos começaram a ser recorrentes, começou a se criar um clima não muito agradável e não muito harmonioso”, disse o procurador jurídico. A situação, então, culminou em um pedido de orientação do Ministério Público.
Cláudio Amaral Brum também informa que a responsabilidade final de tudo que acontece dentro do Lar Escola é da diretoria e, por isso, a administração precisa ser seguida à risca, já que se tratam de crianças e adolescentes em condições de fragilidade, além de ser uma entidade que recebe recursos públicos e que precisa prestar contas para o Ministério Público e Justiça, não sendo mais uma entidade com orientação religiosa e sim, laica.
O procurador jurídico também informa que, com esta animosidade que se criou, foi comunicado o Ministério Público e foi realizada uma reunião, com a participação do órgão, direção do Lar Escola, Congregação e Poder Executivo. Segundo Cláudio, neste encontro, a própria Congregação teria informado a decisão de retirar as irmãs e encaminhá-las para outras missões.
“Então, não chegou a ser uma determinação do Ministério Público ou imposição. Partiu da própria Congregação a retirada das irmãs”, disse o advogado, que também informou que, no final da reunião, foi exposto que há meses a direção tentava, junto com a Congregação, harmonizar o ambiente do Lar, inclusive com uma reunião com a madre, o que não obteve êxito e se tornou insustentável.
Cláudio destaca, por fim, que as irmãs prestaram serviços extremamente relevantes, mas que, agora, fechou-se um ciclo. “Não há qualquer peso de valor sobre a conduta das irmãs”, avaliou. Ele também reconheceu o trabalho voluntário que é desenvolvido pela direção.
Rádio Missioneira