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Presidente Paulo Pires: “Temos a pior situação do Estado”

O presidente da Coopatrigo e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (Fecoagro RS), Paulo Pires, afirmou em entrevista concedida nesta quarta-feira ao programa Jornal da  Manhã, que a Região das Missões tem “a pior situação do Estado em relação à estiagem.” Segundo ele, apenas em São Luiz Gonzaga, as perdas já consolidadas nas lavouras para a safra de 2025 chegam a 60%, o que torna inviável a produção primária no Município.

Paulo Pires afirmou que o momento muito desafiador para o agronegócio na região. “O pior cenário da estiagem é o nosso das Missões e temos de enfrentar isso. No Estado, essas perdas com a estiagem são muito variáveis, o que torna difícil uma estimativa precisa, mas temos de destacar que nossa última safra considerada normal foi em 2021. Em 2022 tivemos a maior frustração da história, com perdas de 70%, o que se repetiu em 2023. Já em 2024 ensaiamos uma recuperação, mas então vieram as enchentes de maio e em seguida a microexplosão no mês de junho. Estávamos nos recuperando e agora mais uma ocorrência de seca que impacta mais da metade da safra.”

Segundo o presidente, a renda dos produtores reduziu demais. “Em 30de abril de 2022, o preço da soja era R$ 191,00, o milho R$ 95,00 e o trigo R$ 85,00. De lá para cá caiu muito o preço da saca. Mas a isso o produtor se adapta tendo produção. Porém, sem produção não temos saída, não temos nada”, destacou. “Há uma redução acentuada de recursos para a agricultura familiar mas políticas públicas e as mudanças no Proagro são nocivas e temos de reverter essas definições. Tanto a Coopatrigo quanto a Fecoagro são parceiras dos pequenos produtores e estaremos ao lado deles tanto na mobilização local na próxima segunda-feira quanto no Grito de Alerta que ocorre em março”, ressaltou Paulo Pires.

Ele também frisou a importância de um programa de irrigação como política de Estado para o pequeno produtor. “É inaceitável que não possamos armazenar água para produção. Para consumo humano e para produção de energia solar pode, mas para produção de alimento não. Isso é incompreensível.”

 

FONTE: RÁDIO MISSIONEIRA

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