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São Luiz Gonzaga
16 de julho de 2020
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Presidente da Fecoagro destaca boa perspectiva de custo/benefício nas próximas safras de milho e soja

Foto: Globo Rural
16 de julho de 2020 l 15:32
Materia atualizada: 16/07/2020 l 15:32




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Custos de produção da soja e do milho no Estado foram abordados em entrevista nesta quinta-feira (16), no programa Jornal da Manhã, pelo presidente da Fecoagro, Paulo Cezar Vieira Pires. Antecipando dados que deverão ser anunciados pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, ele trouxe notícias que considera muito boas para os produtores. Na avaliação da Fecoagro, considerando a relação de troca dos preços e os custos de produção, este será o melhor cenário macroeconômico para o plantio das culturas nas últimas safras.

Segundo os dados, o custo total de produção de milho é de R$ 5.034,58 por hectare, 9,83% superior ao da safra 2019/2020. Os cálculos indicam para o milho uma rentabilidade de 36,65% no atual momento, bem acima dos 8,63% da safra anterior considerando a produtividade de 160 sacas por hectare. Isto significa que o produtor utilizará 117 sacas este ano contra 147,2 sacas da safra anterior para pagar os custos, queda de 20,51%. Se considerado apenas o desembolso, será preciso colher 83,08 sacas nesta safra contra 108,73 necessárias no período passado, redução de 23,61%.

No caso da soja, o levantamento apontou uma alta no custo de 7,72%, ficando em R$ 3.643,02 por hectare. Significa redução de em 29,02% na produção necessária para pagar todos os gastos da lavoura ao preço de R$ 103,00 a saca. Portanto o produtor precisará colher 35,37 sacas para cobrir o custo total e de 23,14 para pagar o desembolso.

Segundo avaliação do presidente da entidade, Paulo Pires, os números indicam um cenário favorável para a próxima safra diante o patamar de preços agrícolas atuais com safra normal. “Apesar da alta de custos, devido à desvalorização cambial, os preços dos produtos agrícolas subiram mais, remetendo a um momento positivo para o plantio do milho e da soja. É uma perspectiva muito boa, lembrando se tivermos preços e produtividade nestas condições na colheita, teremos uma grande probabilidade de o produtor ter uma boa rentabilidade”, destaca.

De acordo com a FecoAgro/RS, a variação cambial pode impactar nos custos de produção, especialmente pelo fato de o produtor depender da importação da matéria prima como fertilizantes. Por outro lado, o dólar em patamares elevados em relação ao seu histórico reflete em preços agrícolas positivos.

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