Presidente da Coopatrigo falou sobre a cultura do trigo e o mercado da soja

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O presidente da Coopatrigo Ivo Batista participou do Programa Jornal da Manhã nesta sexta (26), oportunidade que falou sobre o agronegócio na região e os resultados projetados para a Cooperativa.

Sobre a cultura do trigo afirmou que a região noroeste e grande Santa Rosa registrou clima desfavorável no ultimo mês em que foram registrados chuvas e vendavais que afetaram a lavoura. Algumas ficaram bem prejudicadas comprometendo a qualidade. E a produtividade ficou abaixo do esperado pelos técnicos e produtores, principalmente aquelas que não são realizadas a técnica de rotação de cultura por serem mais suscetíveis a doenças.

No entanto aquela propriedade em que são aplicadas novas tecnologias e a utilização de rotação de cultura verificou-se bom peso do grão e qualidade de Ph. Este resultado é visto nas lavouras que registram rotação com milho, canola, aveia preta e o nabo, afirmou que, isto realmente está fazendo a diferença, e destacou a importancia do produtor acreditar nas orientações técnicas e plantar trigo no sistema de rotação com outras culturas. Esta é a orientação da Coopatrigo para evitar baixa produtividade e qualidade. Reiterou.

Sobre o mercado Ivo afirmou que a expectativa era para um preço e liquidez melhores, mas a lei da oferta e da procura teve influencia direta. Poucos moinhos estão comprando trigo, apesar do Paraná ter registrado quebra da safra de trigo e serem verificados outros fatores como carga tributária na Argentina que poderiam auxiliar o mercado interno, o que se registra é uma oferta muito grande, os produtores precisam vender e com volume de venda os moinhos baixam o preço significativamente. “Achamos que o preço do trigo não deveria baixar, mas infelizmente está, aconselhamos que quem possa segurar a venda para frente faça que expectativa seja que melhore o preço, após superar o momento em que se registra a pressão de venda”, disse Ivo.

Sobre o valor da soja o presidente mencionou que o cenário do mercado obedece a vários fatores entre eles a lei da oferta e da procura, e que neste ano especialmente foi registrado outro fator importante que foi a briga dos Estados Unidos com a China que influenciou positivamente o preço da soja aqui no Brasil e em outros países produtores da America do Sul. Este ponto foi positivo para os nossos produtores. Por outro lado a alta do dólar elevou no custo da lavoura.

Segundo o dirigente, os produtores venderam bem mais soja do que vendiam em anos anteriores, não há registro de um volume de vendas tão alto neste período. Este ano foi o ano que mais foi vendido soja, a cooperativa este ano diferentemente de outros passara com estoque de passagem de ano bem baixo, devido ao volume de venda registrado. Mais de 80% da soja recebida pela Cooperativa foi vendida, o produtor aproveitou o bom preço.

A relação cotação e custo da produção o presidente considerou razoável. E lembrou que foram registrados contratos futuros em bom número. Muitos associados garantiram os custos das lavouras com contratos de venda para o próximo ano. Aproveitando o preço bom momento atual.

A Coopatrigo projetou, inicialmente, um faturamento de R$ 1 bilhão, meta que deverá ser superada, o presidente afirmou que neste momento já se registra a marca de 900 milhões. Este cenário se deve ao faturamento do produto estocado.

Um fator positivo destacado, é que o produtor faturou mais soja, mas investiu na sua propriedade buscando uma melhor colheita futura. Destacam-se investimentos em correção de solo e sementes de qualidade.

Por Rogerio Morais

Fonte Rádio Missioneira