Presidente da Coopatrigo esclarece dúvidas quanto aos contratos da safra de soja

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O aumento considerável no preço da soja tem causado grandes questionamentos nos contratos firmados por produtores rurais em 2020 com vencimento para este ano de 2021, especialmente quanto aos produtores rurais que afirmam que a variação do preço teria sido bem expressiva.

O presidente da Coopatrigo, Paulo Cezar Vieira Pires, frisou que a diretoria, em nenhuma assembleia, tem poder de mudar um contrato em condições normais. Em relação ao milho, com a frustação da última safra, houve um acordo com as empresas que a cooperativa já tinha vendido os grãos, o que não se aplica com a soja.

“No momento em que a cooperativa compra 10 sacas de soja do produtor em um contrato futuro, ela vende essas 10 sacas de soja. A ação do produtor de vender para a cooperativa é de inciativa do próprio produtor” ressalta Paulo Pires.

Ele informou que o setor jurídico da Coopatrigo apresentou um parecer, respaldado em todos os artigos da lei e que o mesmo será encaminhado para todos os gerentes de unidades, a fim de esclarecer todas as dúvidas quanto ao assunto. “Não é só de notícias boas que vive o gestor”, considera.

O presidente da Coopatrigo informou que no entender da direção o contrato precisa ser cumprido, já que a safra de soja será normal. O que houve foi uma variação do preço e a cooperativa, como uma empresa séria e que segue as disposições da lei, irá cumprir. “Não podemos privatizar os lucros e socializar os prejuízos”, avalia Pires.

Rádio Missioneira