O presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, afirmou que, embora o novo Plano Safra tenha reduzido as taxas de juros, o principal desafio para os produtores, especialmente os do Rio Grande do Sul, continua sendo o acesso ao crédito. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Jornal da Manhã, nesta terça-feira (7).
Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Plano Safra deste ano disponibiliza um volume de R$ 622 bilhões para o financiamento da agropecuária. Do total, R$ 525 bilhões são destinados à agricultura empresarial e R$ 97 bilhões à agricultura familiar.
Ao analisar o programa, Paulo Pires reconheceu que houve avanços nas condições de financiamento, mas avaliou que os juros ainda permanecem elevados para a realidade do setor. “As taxas de juro reduziram um pouco, mas reduziram num patamar que ainda a agricultura não consegue pagar”, afirmou.
Segundo o presidente da Coopatrigo, o maior entrave enfrentado pelos produtores gaúchos é a dificuldade de obter crédito junto às instituições financeiras, consequência das perdas acumuladas nos últimos anos em razão das adversidades climáticas. “Foram cinco anos de anormalidade. E por isso que se quer uma política pública, não para perdoar, mas para dar condição de pagar”, destacou.
Paulo Pires defendeu a criação de mecanismos que permitam aos produtores renegociar suas dívidas e recuperar a capacidade de investimento, ressaltando que a medida é essencial para garantir a continuidade da produção agropecuária nas Missões.
Fonte: Rádio Missioneira