O presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, defendeu nesta quinta-feira (25) a criação de uma política pública para amparar os produtores rurais gaúchos diante das sucessivas perdas provocadas pelas frustrações de safra. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Missioneira, ele afirmou que o setor precisa de medidas concretas e transparentes para enfrentar a crise no campo.
Ao longo do dia, produtores rurais realizam uma mobilização em frente às agências bancárias de São Luiz Gonzaga em apoio à aprovação do Projeto de Lei 5122/23, que trata da renegociação das dívidas do setor. Para Paulo Pires, o cenário vivido pelos agricultores é grave e justifica a mobilização pacífica como forma de chamar a atenção para a urgência do tema.
“É um cenário muito difícil. Por isso esse Projeto de Lei é fundamental. Eu concordo plenamente que os produtores, pacificamente, têm que ir para locais escolhidos para chamar a atenção”, afirmou o presidente da cooperativa.
Paulo Pires ressaltou que o debate não envolve perdão de dívidas, mas sim a criação de mecanismos viáveis para socorrer os produtores. “Ninguém quer nada de perdão. Não estou dizendo que nós vamos resolver os problemas dos produtores com esse PL. Estamos dizendo que nós precisamos ter uma forma de socorrer, através de uma política pública clara, transparente, esses agricultores”, declarou.
Segundo ele, o agronegócio do Rio Grande do Sul precisa de uma resposta estruturada diante dos impactos causados pelo clima nos últimos anos. “Nós entendemos que o setor do agronegócio do Rio Grande do Sul precisa de uma política pública para enfrentar esses problemas que ocorreram”, afirmou, ao citar as recentes frustrações de safra. Paulo Pires também destacou que o cooperativismo gaúcho está unido em apoio à pauta.
Foto: Alex Tomilin
Fonte: Rádio Missioneira