Ponte do Rio Piratini, na ERS 168, não possui previsão de receber investimentos

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Carga máxima da estrutura necessita ser elevada para permitir escoamento seguro de grãos das Missões ao Porto de Rio Grande

O Governo do Rio Grande do Sul não possui previsão de qualquer investimento na ponte do Rio Piratini, na ERS 168, entre São Luiz Gonzaga e Bossoroca. A informação foi confirmada pela deputada estadual Patrícia Alba (MDB) em entrevista ao programa Jornal da Manhã na Missioneira FM 94.9 nesta terça-feira (22).

Conforme a deputada, a situação da ponte foi discutida durante encontro no início do mês em Porto Alegre com a vereadora de São Luiz Gonzaga Nara Mendes (também do MDB), onde foi reforçada a necessidade do Governo do Estado intervir em favor de uma solução emergencial na estrutura.

Por conta dos problemas estruturais, a travessia está restrita à carga máxima de 24 toneladas e exige que caminhões e bitrens façam o desvio por São Borja, na BR 285, e Santa Maria. A estrutura é fundamental para o escoamento da safra de grãos da microrregião de São Luiz Gonzaga ao Porto de Rio Grande.

A deputada Patrícia reitera o seu apoio ao pleito e informa que tem mantido as tratativas com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) desde o início do ano para reivindicar o envio de um projeto específico, capaz de assegurar a revitalização completa da ponte. A demanda já estaria sendo analisada pela Diretoria de Gestão e Projetos da autarquia.

Conforme a parlamentar, o governador Eduardo Leite não direcionou “nem um centavo” para a recuperação da ponte no recente Plano de Obras anunciado e que prevê investimento em diversas rodovias gaúchas. “Esta ponte não pode ser esquecida”, declarou Patrícia Alba.

CORSAN

Em relação à tentativa de privatização da Corsan pelo Governo do Estado, a deputada salientou que votou contra a PEC que derrubava a realização do plebiscito. “A privatização ainda não foi colocada em pauta pelo governador na Assembleia, mas quando chegar, eu estarei mobilizada para que, no mínimo, o resultado não seja prejudicial a população”, declarou Patricia.

A deputada finalizou informando que entende que a companhia possui suas dificuldades, mas observa que ela desempenha um papel social muito importante para os gaúchos e que a água não pode ser tratada como uma mercadoria em um balcão de negócios.

Rádio Missioneira