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Pesquisadores registram em Garruchos nova ocorrência de serpente rara no Rio Grande do Sul

Recentemente, uma equipe de pesquisadores gaúchos obteve um importante avanço ao registrar a presença de uma serpente cabeça-preta-de-rabo-preto (Apostolepis dimidiata), relativamente pouco estudada, no município de Garruchos. Esse registro representa a primeira ocorrência confirmada da espécie no estado. A partir desse inédito encontro, será possível desenvolver novos estudos a fim de compreender melhor demais características da história de vida dessa espécie no sul do Brasil.

O resultado da pesquisa de Omar Machado Entiauspe Neto, Arthur Diesel Abegg, Bernnardo Carloto Robalo e Darlan Dalepiane Dervanoski foi tema de um artigo publicado em novembro do ano passado, na Austral Ecology, uma revista científica internacional que abrange pesquisas relacionadas à ecologia no Hemisfério Sul.

A pesquisa utilizou um método inovador que combina modelos preditivos de distribuição de espécies com dados verificados de ocorrências anteriores. Esse processo possibilita identificar áreas com maior probabilidade de abrigar determinadas espécies e, assim, otimizar os esforços de campo em busca delas.

Para esse estudo, foram analisadas cinco espécies de serpentes com potencial de ocorrência no Rio Grande do Sul. Com base nos modelos gerados, os pesquisadores direcionaram expedições para áreas prioritárias no estado. Foi em uma dessas áreas, no município de Garruchos, que a Apostolepis dimidiata foi encontrada. Esse registro foi possível graças à colaboração essencial de dois pesquisadores locais, Darlan Dalepiane Dervanoskie e Bernnardo Carloto Robalo, que contribuíram diretamente com informações e apoio durante a pesquisa.

A cabeça-preta-de-rabo-preto é uma serpente de hábitos discretos, o que torna difícil detectá-la na natureza. Seu registro no Rio Grande do Sul reforça a importância de integrar conhecimentos científicos com o saber local para a conservação da biodiversidade. Esse achado amplia o conhecimento sobre a biodiversidade do estado e destaca a relevância da preservação dos ecossistemas locais, garantindo que espécies raras ou pouco conhecidas possam continuar desempenhando seu papel no equilíbrio ambiental.

Fonte: Rádio Missioneira | Com  informações de Omar Machado Entiauspe Neto, Arthur Diesel Abegg, Bernnardo Carloto Robalo e Darlan Dalepiane Dervanoski

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