As chuvas generalizadas enfrentadas nos meses
finais de 2015 comprometeram o crescimento da soja. O solo encharcado, sol
quente, perda de nutrientes na terra, as baixas temperaturas, são fatores
propícios que ocasionam tombamento e perda das plantas de soja.
No Jornal
da Manhã, o engenheiro agrônomo João Luiz Pilon falou a respeito da
situação das lavouras da região. O profissional também falou sobre as dúvidas
com as safras da soja.
“As perdas em decorrência das chuvas são
irreparáveis, pois são quantitativas em relação à qualidade de solo. Algumas
lavouras perderam densidades, o que reduz a qualidade e o potencial produtivo
de plantas boas?”, explicou o engenheiro.
Neste ano as chuvas deram uma trégua de
aproximadamente 20 dias, mas as altas temperaturas no período de reprodução
também interferem no potencial do plantio e na qualidade. Pilon destacou que a
média será de aproximadamente 45 sacas.
“Nas próximas safras não teremos médias altas
de colheitas, espera-se entre 40 a 45 sacas por hectares. O que iguala o lucro
ao preço de produção”, citou ele.
Explicou ainda que é necessário que o
produtor não se desestimule com as condições climáticas. Orientou também que
mantenham o cuidado com a lavoura, para que não ocorra o aparecimento de pragas
e ferrugem.
Trigo
Outro assunto discutido foi a respeito do
plantio de trigo. Atualmente o produtor migrou para o plantio de trigo tipo
pão, que exige ainda mais qualidade e sofre também com as condições climáticas,
ocasionando a perda do grão. Apesar de o retorno dos lucros serem maiores com
esse tipo de trigo, vem sendo feito um trabalho de inversão, onde a produção se
volte ao trigo mais comum, visando à garantia de produtividade.
“É necessário o plantio de trigo, e possível
que conseguimos grãos mais resistentes, as pesquisas vem indicando isso,
buscando a segurança na produção de cultivares resistentes”, explicou Pilon.