O presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, detalhou, durante entrevista ao programa Jornal da Manhã, a perspectiva de faturamento da cooperativa no último ano, bem como os principais desafios enfrentados ao longo do período.
Segundo ele, 2025 foi marcado por dificuldades significativas, especialmente em razão da quebra da safra e da retração do mercado agrícola. Ainda assim, a cooperativa conseguiu manter o equilíbrio financeiro por meio de uma gestão rigorosa e cautelosa.
“A cooperativa teve um ano muito difícil. Nós tivemos uma redução de faturamento, uma redução de resultado, mas, mesmo assim, a cooperativa, com essa característica de muita austeridade, de muita clareza nos seus propósitos. Não fizemos investimentos significativos neste ano, cortamos todas as despesas possíveis. E isso nos proporcionou um resultado até interessante, e que nos deu condição de pagar retorno para o produtor e participação nos resultados dos colaboradores”, disse.
Paulo Pires também comentou sobre a queda no faturamento e os impactos da estiagem sobre a produção agrícola, especialmente a soja, além da redução nas vendas de insumos.
“Não devemos fechar em R$ 2 bilhões. Nós tivemos, em 2025, 50% de quebra de soja. Mas o grande culpado de tudo isso é o preço dos produtos agrícolas. A venda de insumos caiu em torno de 30%, e esse é um fenômeno geral das empresas e indústrias”, disse.
Outro ponto destacado pelo presidente foi o prejuízo causado pela microexplosão, que exigiu investimentos elevados por parte da cooperativa para recompor estruturas essenciais.
“Aquele temporal do dia 15 de junho de 2024 destruiu a nossa sementeira. Nós fizemos o maior investimento até hoje neste setor da cooperativa. São R$ 28 milhões que nós colocamos ali.”
Conforme Paulo Pires, mesmo diante de um cenário adverso, a Coopatrigo encerra o período demonstrando capacidade de resiliência, mantendo compromissos com produtores e colaboradores e reforçando a importância de uma gestão responsável em momentos de crise.
Fonte: Rádio Missioneira