Os desafios dos Santuário do Caaró em meio à pandemia

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Em função da pandemia da covid-19, o Santuário do Caaró, situado no município de Caibaté, tem enfrentado dificuldades financeiras para manter as suas instalações. Para falar sobre este tema, participou do programa Cidade Alerta na Missioneira FM 94.9 nesta quarta-feira (17) o padre Danilo Hertz, responsável pela direção do Santuário.

O padre destaca que desde março de 2020, assim como a tradicional Romaria realizada no mês de novembro, todas as demais peregrinações e visitas de caravanas foram suspensas no espaço, como medida sanitária de prevenção. Sem os ganhos proporcionados pelos visitantes, o Santuário passou a enfrentar sérias dificuldades para se manter, mesmo realizando cortes significativos nas despesas.

Em função disso, o padre Danilo informa que foi criada a campanha “Amigos e Devotos dos Santos Mártires”, que visa angariar fundos em prol do mantimento do espaço enquanto durar a pandemia. “Algumas pessoas estão se sensibilizando e nos ajudando”, destaca. Ele informa ainda que a Diocese de Santo Ângelo também está ajudando a causa.

Os interessados em contribuir podem entrar em contato com a página do Santuário do Caaró no Facebook, onde será fornecida o número da conta bancária para depósito. Dúvidas também poderão ser tiradas através do número de contato oficial do espaço (55) 99681-4506 ou pelo WhatsApp (55) 99997-7755.

Em relação as celebrações da Quaresma, o padre informa que o Santuário não estará realizando nenhuma programação especial, apenas as celebrações rotineiras do final de semana, que estão sendo realizadas seguindo protocolos de segurança. Em dias de tempo bom, a missa é realizada de forma campal e em dias de chuva, transferida para o templo.

O Santuário do Caaró está situado no local onde existiu a antiga redução jesuítico-guarani de Todos os Santos do Caaró. Em 1628, os padres jesuítas Roque Gonzales e Afonso Rodrigues foram mortos e martirizados por índios rebelados na área. O Santuário foi criado em 1936 e homenageia, além de Roque e Afonso, o padre João de Castilho, morto na região no mesmo período.

Rádio Missioneira