Organização da cadeia produtiva da alfafa é discutida em Rolador

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Muito utilizada na produção de feno e, em alguns casos, aproveitada no pastoreio direto dos animais, a alfafa está presente em mais de 2.400 hectares das Missões, sendo os maiores produtores os municípios de São Luiz Gonzaga, Rolador, Dezesseis de Novembro e Roque Gonzales. No caso de Rolador, a forrageira esteve em pauta na reunião entre o chefe do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar, Dante Trindade de Ávila, e o secretário Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Ambiental, Isaías Vicchietti, na última quarta-feira (17).

Em um primeiro momento, as lideranças discutiram o andamento das culturas de verão do município, com projeção da produtividade, visto que alguns produtores iniciaram o processo de colheita da soja, o desempenho das atividades de pecuária de leite e corte, bem como da suinocultura e da piscicultura.

Destacou-se, entretanto, a importância e o movimento de fortalecimento da cadeia de alfafa no município. Em Rolador, a alfafa está presente em aproximadamente 600 hectares e envolve cerca de 80 famílias no município. Segundo o extensionista da Emater/RS-Ascar, Doutor Dante de Ávila, o intuito é potencializar a cultura no município, atentando-se a recomendações técnicas que possam melhorar o contexto da cultura, que “vem sofrendo nos últimos dois anos com a ocorrência de ataque de insetos e estresse hídrico, o que reduziu de forma significativa a produtividade das lavouras”.

Diante disso, Ávila reitera que a Secretaria Municipal da Agricultura e Desenvolvimento Ambiental e o Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar irão trabalhar juntos para promover uma ampla discussão com os produtores, com o objetivo de valorizar essa importante cadeia de produção do município, de modo que todos tenham acesso a informações técnicas e de comercialização, como por exemplo referência de preço pago pelo produto.

Segundo o extensionista do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, Joney Braun, os produtores de alfafa devem adotar práticas adequadas de manejo e se organizar para desfrutarem de diversas vantagens da produção de alfafa. “Ela se insere perfeitamente na estratégia de rotação de culturas e tem benefícios, como permitir uma regularidade de renda e periodicidade de entrada de receitas, uma vez que os cortes e a comercialização ocorrem em diversos momentos do ano”, destaca.

A cultura oferece ainda um retorno interessante pela área que ocupa, quando comparada com outros cultivos. No caso dos que aproveitam a alfafa para o pastoreio direto dos animais, é uma alternativa muito interessante para vacas de alta lactação, por apresentar elevada produtividade, qualidade de forragem e boa aceitabilidade pelo animal.

Por outro lado, os produtores locais da forrageira a reconhecem como significativa para obtenção de renda familiar, assim como o cultivo já é tradicional, sendo que em média os produtores seguem o trabalho desenvolvido pela família há mais de 20 anos.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Santa Rosa