Os 11 investigados na Operação Trapaça, desencadeada no dia 12 de julho, com foco em desmantelar grupo criminoso que teria lesado centenas de vítimas com sistema de falsos investimentos, foram indiciados pela Polícia Civil. O inquérito policial foi concluído na sexta-feira (28). Isso após o juiz da Vara Criminal de Santo Antônio das Missões ter decretado a prisão preventiva dos mesmos ainda no sábado anterior (22), com pedido do delegado Heleno dos Santos, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Ainda segundo a autoridade policial, o indiciamento ocorreu por estelionato, crime contra a economia popular e associação criminosa. Além disso, dois dos investigados (um casal de Santo Antônio das Missões) ainda foram indiciados por falsidade ideológica, pois se passaram por vítimas e registraram ocorrência policial na delegacia da cidade, tentando ludibriar a Polícia, conforme o delegado.
Investigações prosseguem
As investigações prosseguem, para apurar a prática dos crimes de coação no curso do processo, em decorrência de parentes de alguns dos investigados presos estarem ameaçando vítimas em Santo Antônio das Missões, com a intenção de prejudicar o processo, segundo a Draco, e de lavagem de dinheiro. “ Há indícios de que parentes e amigos dos investigados auxiliaram a esconder as rendas dos crimes, mediante o “empréstimo” do nome para registro de veículos e contas bancárias”, menciona o delegado Heleno dos Santos.
As investigações também prosseguem para identificar mais outros envolvidos no esquema criminoso e para alcançar ainda mais o patrimônio e a renda auferida pelos criminosos com os golpes praticados.
Apreensões
No curso das investigações, foram apreendidos 19 veículos (totalizando R$1.134.919,00), bloqueados bens imóveis e contas bancárias (com valor parcial de R$ 252.590,00). Ainda conforme a Polícia Civil, o valor em espécie apreendido é de R$13.930,00.
Com informações da Polícia Civil