O processo da Operação Triplo X, desencadeada no ano de 2020 pela Draco de São Luiz Gonzaga, foi julgado essa semana pelo Poder Judiciário. Segundo o delegado Heleno dos Santos, a ação resultou na condenação de 17 pessoas, com penas que superam 216 anos de reclusão.
Ao todo, 10 veículos pertencentes aos traficantes foram apreendidos e os réus foram condenados a pagar os custos do processo. Uma das condenadas, que é funcionária pública, perdeu o cargo.
RELEMBRE O CASO
A investigação policial realizada na época (2020), pela Draco de São Luiz Gonzaga, durou cerca de 10 meses e apurou que um grupo familiar (sogra, sogro e genro), residente no Bairro Trinta, comandava boa parte do tráfico de drogas na cidade, abastecendo e controlando pontos de venda em diversos locais, inclusive fora do município.
Durante as investigações, nove pessoas já haviam sido presas em flagrante delito pelo crime de tráfico de drogas, todas trabalhando a mando do referido grupo familiar.
Durante a operação policial, drogas e veículos foram apreendidos. Dezenas de usuários foram abordados saindo das “bocas de fumo”, fornecendo provas robustas contra os investigados presos e demais membros da organização.
Na manhã do dia 22 de dezembro de 2020, foram executados sete mandados de prisão preventiva (seis em SLG e um em Garruchos), a busca e apreensão de 10 veículos pertencentes ao grupo criminoso e mais de 40 outras ordens judiciais.
Na época, a operação policial contou com a participação de 140 policiais e 37 viaturas.
Ao julgar o processo criminal, originado a partir da investigação realizada pela Draco, o juízo criminal de São Luiz Gonzaga condenou 17 acusados, aplicando penas de prisão que, somadas, ultrapassam 216 anos.
Além das penas privativas de liberdade, o juízo criminal ainda aplicou penas de multa, perdimento de 10 veículos automotores (avaliados em mais de 400 mil reais) e perdimento de dinheiro e telefones celulares apreendidos durante as investigações. Houve ainda a condenação dos acusados ao pagamento das custas processuais.
Uma das acusadas é funcionária pública e foi condenada a cumprir 13 anos, nove meses e 20 dias de reclusão. Ela era esposa de um dos chefes do tráfico e desviava produtos que deveriam ser fornecidos à população, utilizando posteriormente para acondicionar porções de drogas. Em razão do uso da função pública para a traficância, foi aplicada a pena de perda do cargo.
Fonte: Draco São Luiz Gonzaga