O poder da nova cepa: Pirapó tem a maior mortalidade por covid-19 do Estado

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Após passagem de uma nova variante, pequeno município viu de perto a gravidade das mutações do vírus

No mês de abril, o município missioneiro de Pirapó presenciou um agravamento vertiginoso da pandemia de covid-19. Os números de casos, internações e óbitos na cidade deram um salto. Em diversas entrevistas, o coordenador da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde, Iury Sommer, confirmou que uma nova variante do coronavírus, muito provavelmente, foi a responsável pela elevação dos números.

A circulação das novas variantes P1 e P2 do vírus já foi confirmada em São Borja. Porto Xavier também já relata a presença de novas linhagens em seu município. Graças a medidas restritivas impostas pela Administração Municipal, Pirapó conseguiu superar a onda da covid-19.

Conforme o último Boletim Epidemiológico, a cidade não possui nenhum caso ativo ou internações pela doença. O prefeito Auri Kochhann concedeu entrevista à Rádio Missioneira na última sexta-feira (7) e informou que o município continuará adotando restrições para evitar uma segunda onda.

A passagem da nova cepa pelo município mostrou o poder da doença. No mês de abril, a cidade chegou a ter 11 moradores infectados internados simultaneamente no Hospital São Luiz Gonzaga. Pirapó, que possui segundo estimativas do Governo do Estado, 2.304 habitantes, passou a contabilizar 13 óbitos pela covid-19.

Conforme dados disponibilizados pelo Governo do Rio Grande do Sul, através da plataforma da Secretaria de Saúde, Pirapó é o município do Estado que apresenta a maior taxa de mortalidade pela doença. O cálculo é realizado baseado na proporção de mortes a cada 100 mil habitantes. Pirapó apresenta uma taxa de 564 e lidera o índice no território gaúcho. Em seguida aparece Lajeado do Bugre com 507 e Putinga com 484.

A cidade comemora, agora, a superação. Na recente entrevista, o prefeito Auri parabenizou a população pela contribuição e por ter aderido às medidas que visaram a erradicação de novos casos.

 

“Após 15 dias, os efeitos foram notáveis, como se tivéssemos passado uma tesoura no vírus”, considera Auri.

 

Segundo o prefeito, um novo decreto segue em andamento na cidade e os estabelecimentos precisam seguir restrições no número de clientes nas dependências.

Rádio Missioneira