O Rio Grande do Sul recebeu no mês de janeiro o primeiro lote de nirsevimabe, anticorpo incorporado pelo Ministério da Saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção de infecções graves causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em bebês. As aplicações iniciam neste mês de fevereiro e ocorrerão nas maternidades ou nas unidades de vacinação da rede pública.
A dose única é indicada para todos os prematuros nascidos com menos de 37 semanas de gestação e para crianças de até 24 meses com comorbidades que aumentam o risco de infecções respiratórias. Em 2025, quase 2,6 mil bebês com até um ano foram hospitalizados no Estado em decorrência do VSR, com maior incidência entre os meses de maio e julho.
Ao todo, chegaram ao RS 1.253 doses do anticorpo, sendo 960 destinadas a crianças com menos de 5 quilos e 293 para aquelas acima desse peso. Parte das doses será distribuída pela Secretaria Estadual da Saúde aos Centros Intermediários de Imunobiológicos Especiais e às coordenadorias regionais, enquanto o restante ficará como estoque estratégico. Novas remessas devem ser enviadas conforme a chegada de lotes ao Ministério da Saúde.
O nirsevimabe oferece proteção imediata por até seis meses e já é utilizado em países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Espanha. Apesar de ser aplicado por injeção, não se trata de uma vacina, mas de um anticorpo pronto que protege diretamente o bebê, sendo especialmente importante para recém-nascidos e prematuros.
Com a incorporação do nirsevimabe ao SUS, inicia-se a transição do palivizumabe, utilizado anteriormente. O novo anticorpo amplia o público atendido e simplifica a proteção, ao exigir apenas uma aplicação.
Foto: Georgia Moreira
Fonte: Rádio Missioneira | Com informações da Secretaria Estadual de Saúde