Nos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, a Rádio Missioneira dá continuidade ao resgate da história dos militares da região que tombaram em combate integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Entre eles está o cabo Norberto Henrique Weber, herói de Santa Rosa que morreu aos 21 anos, cujo nome hoje batiza uma das principais vias da cidade — a Avenida Expedicionário Weber.
Sua trajetória, marcada pela coragem e pelo patriotismo, ganhou destaque no livro “Cabo Weber — Herói santa-rosense e do Brasil”, escrito por Vladimir Fernando Dalla Costa Ribas, obra fundamental para o resgate de sua memória e base para a produção desta reportagem.
Norberto Henrique Weber nasceu em 24 de março de 1924, na localidade de Manchinha, em Lajeado Ipê, então distrito de Santa Rosa, que na época ainda pertencia ao município de Santo Ângelo. Era filho de Pedro Weber e Hilda Weber, descendentes de imigrantes alemães, que viviam da agricultura.
Segundo o livro de Vladimir Ribas, com pouco menos de 18 anos, Norberto tomou uma decisão que mudaria o rumo de sua vida: apresentou-se como voluntário para servir ao Exército Brasileiro. Em fevereiro de 1942, foi incluído no 8º Regimento de Infantaria, em Cruz Alta, unidade militar que seria sua primeira experiência no serviço da Pátria.
Dois anos depois, em 1944, Weber integrou o contingente da FEB que levou milhares de militares brasileiros para combater na Itália contra as forças nazifascistas.
A trajetória de Norberto teve um fim trágico em 14 de abril de 1945, durante a Batalha de Montese, considerada uma das mais intensas e sangrentas enfrentadas pelos pracinhas brasileiros na Itália. Ele morreu em combate poucos dias antes da rendição das tropas nazistas e da libertação italiana.
Em maio de 1945, a família Weber recebeu a confirmação oficial da morte de Norberto por meio de uma carta enviada pelo general Mascarenhas de Moraes, comandante da FEB. O documento, destinado ao pai, Pedro Weber, ressaltava o sacrifício do jovem: “Morreu pela Pátria, deixando um exemplo de coragem e renúncia, em defesa do Direito e da Justiça.” A correspondência foi um consolo simbólico à dor da perda, ao mesmo tempo em que selou para sempre a condição de herói do filho.
Desde então, o nome de Norberto passou a ser lembrado de forma perene em Santa Rosa e em outras cidades brasileiras. Além da Avenida Expedicionário Weber, seu nome está presente em duas escolas santa-rosenses e em ruas de municípios como São Paulo, Guarulhos e Ribeirão Preto (SP).
Ao lado dos expedicionários Pedro Krinski (São Luiz Gonzaga) e João Mancias Alves (São Borja), que também morreram em combate na Itália, Weber entrou para a galeria de heróis do Brasil.
Fonte: Rádio Missioneira (Proibida a reprodução deste conteúdo sem citar a fonte)