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Natural de Cerro Largo, irmão Celso Schneider teve trajetória marcada pela valorização da história missioneira

Natural de Cerro Largo, o irmão jesuíta Celso João Schneider, que faleceu aos 78 anos na manhã desta quinta-feira (27), teve uma trajetória marcada pela dedicação à vida religiosa, à educação e à valorização da cultura missioneira. O mais novo de uma família de três irmãos, teve a vida transformada ainda na infância após sofrer uma queimadura no pé esquerdo, aos 18 meses de idade, passando por diversas cirurgias reparadoras a partir dos nove anos.

Celso ingressou no Noviciado da Companhia de Jesus, em Pareci Novo, em 1966. Ao longo de sua formação, atuou em diferentes áreas ligadas à educação e à vida religiosa, passando por instituições como o Colégio Máximo Cristo Rei, em São Leopoldo, o Colégio Anchieta, em Porto Alegre, e o Colégio Santo Inácio, em Salvador do Sul. Também cursou Pedagogia na Unisinos e exerceu funções de professor, secretário, diretor e orientador. Celso fez sua pós-graduação pela PUC-Rio em Teoria e Prática Educativa e cursou Gestão Educacional pela Fundação Getúlio Vargas. 

Entre 1980 e 1986, esteve em Itapiranga (SC), onde atuou no Seminário Três Mártires. Em 1982, professou definitivamente os últimos votos como irmão jesuíta. De volta a Porto Alegre, a partir de 1987, desempenhou diversas funções no Colégio Anchieta e em comunidades religiosas, além de integrar comissões e prestar serviços à Província Brasil Meridional da Companhia de Jesus.

Em 2021, com o retorno da Companhia de Jesus à região das Missões, Celso se voluntariou para integrar a recém-criada comunidade Antônio Ruiz de Montoya, em São Miguel das Missões. Na região, colaborou na paróquia miguelina, no Santuário do Caaró, em Caibaté, e em vários projetos. Após um período de cuidados de saúde em São Leopoldo, retornou à comunidade Santos Mártires das Missões, em Porto Alegre, onde faleceu.

Além da atuação religiosa, o irmão Celso foi reconhecido como um dos principais representantes da identidade missioneira. Ele foi escolhido pelo Governo do Estado como um dos três embaixadores oficiais das comemorações dos 400 anos das Missões, ao lado do Pajé Floriano e de Marianita Ortaça. Com cerca de 60 anos de dedicação à Companhia de Jesus, sua trajetória ficou ligada à educação, à espiritualidade e à preservação da memória das Missões.

Fonte: Rádio Missioneira | Com informações da Província dos Jesuítas do Brasil

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