“Não podemos criar falsas expectativas”, diz assessor da Farsul sobre perdão à dívida do Funrural

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Agricultores brasileiros iniciam 2019 na incerteza. Foi aguardada até o final de 2018 uma medida provisória que ampliasse o prazo de adesão ao parcelamento do Funrural, que não aconteceu. Outros, mais esperançosos, esperavam que o projeto de remissão da dívida fosse aprovado. Agora, a esperança é que o novo presidente Jair Messias Bolsonaro perdoe a dívida, estimada em R$ 17 bilhões, ou que abra um novo prazo de parcelamento.

Para o assessor jurídico da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luis Fernando Cavalheiro Pires, a segunda opção é mais cotada até o momento. “Não podemos criar falsas expectativas, afinal é um valor alto e o passivo do orçamento da União é de R$ 140 bilhões”, argumentou em entrevista ao programa Jornal da Manhã. Ainda não há um posicionamento oficial do novo governo sobre o assunto.

Luis Fernando acredita que Bolsonaro vai trabalhar a questão. Ele confia na abertura de um novo prazo de adesão ao parcelamento e a diminuição da taxa Selic, que alivia parte da dívida. Segundo o assessor, no último parcelamento, finalizado no dia 28 de dezembro, cerca de três mil agricultores gaúchos e 200 empresas aderiram, número que considera baixo. Pires explicou que a situação é complexa, já que a classe precisa das negativas para conseguir financiamentos e tocar os negócios.

O advogado ainda argumentou que o assunto preocupa ruralistas desde 2017, quando o Supremo Tribunal Federal mudou o próprio entendimento do assunto e voltou atrás em decisão de 2010. Para Luis Fernando, foi o STF que gerou o problema.

Em relação à expectativa para os novos governos, o são-luizense declarou que está muito confiante. Para ele, os eleitos estão em sintonia do que a classe espera de mudança para o Brasil, como a desburocratização e a realização de reformas, em especial a tributária.

No quesito ambiental, elogiou a escolha do ministro Ricardo Salles e da ministra Tereza Cristina. O assessor jurídico salientou que temas delicados terão que ser discutidos, como o uso de agroquímicos.

Ouça a entrevista

Fonte: Rádio Missioneira