A terceira edição da Mostra de Cinema das Missões inicia nesta quinta-feira (20), com sessões ao ar livre nas ruínas da igreja do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. O evento gratuito reúne mais de 20 filmes de 14 países. Os ingressos antecipados já estão esgotados. Haverá lugares limitados disponíveis nos dias do evento, por ordem de chegada, porém será necessário levar a própria cadeira.
Criada em 2023 por Darius Pippi e Manuela Fetter Nicoletti, a mostra propõe um encontro calmo e contemplativo. Dentro da catedral, é montada uma estrutura de cinema, com 260 cadeiras personalizadas para o público sentar e observar a tela de exibição, evidenciada ao fundo das ruínas.
Confira os filmes que serão exibidos:
Quinta-feira (20):
- – One Earth, One Soil (Suíça), de Nawal Jorio, Jakob Gehrmann, Tobias Drilling. Obra experimental de clima apocalíptico e futurista, que aborda a relação entre o ser humano, a terra e o destino compartilhado do planeta.
- – Todos os Bebês Nascem Pelados em Cachoeira do Sul (Brasil), de Thiago Beckenkamp, Eduarda Rodrigues. Comédia gaúcha que explora situações cotidianas e peculiares do interior, com humor regional e crítica social leve.
- – Don’t Give Them Room to Grow (Bélgica), de Karine Bille.Animação artística com estética delicada que aborda crescimento, limites e espaço — tanto físico quanto emocional.
- – O Céu Não Sabe Meu Nome (Brasil), de Carol Aó. Poesia visual do cinema negro brasileiro, explorando ancestralidade, identidade e silêncio como linguagem.
- – The Paradise Next Door (Estados Unidos), de Lance Oppenheim. Documentário sobre os exageros, pressões e paradoxos do mercado imobiliário americano voltado ao “bem-estar”.
- – A Lenda dos Cavaleiros da Água (Brasil), de Helen Quintans. Conto inspirado no cordel nordestino, mesclando fantasia, tradição e folclore sobre heróis que protegem as águas.
Sexta-feira (21)
- – Flores de la Llanura (México), de Mariana X. Rivera. Homenagem à cultura e às tradições nativas mexicanas, celebrando memórias, rituais e resistência ancestral.
- – Mãe da Manhã (Brasil), de Clara Trevisan. Filme sensível sobre origens e maternidade, tratando do reencontro com raízes e do despertar afetivo.
- – Amarela (Brasil), de André Hayato Saito. Ficção que aborda identidade, pertencimento e conflitos internos através de uma narrativa intimista.
- – A Menina e o Pote (Brasil), de Valentina Homem, Tati Bond. Animação sobre imaginação e afeto, acompanhando uma menina e seu pote que guarda lembranças e descobertas.
- – Arame Farpado (Brasil), de Gustavo de Carvalho. Drama que retrata tensões sociais e conflitos pessoais, usando a metáfora do arame farpado como limite e prisão.
Sábado (22)
- – Uno (Espanha), de Javier Marco. Conto de pescador inspirado em histórias reais, com forte carga dramática e retrato humano do cotidiano.
- – Percebes (Portugal), de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves. Animação cômica que mistura humor e crítica social através da vida de trabalhadores que coletam percebes.
- – My Mother’s Hands (Iraque), de Kardina Hemn. Olhar poético e duro sobre cidades reduzidas a pó no Oriente Médio, explorando memória e sobrevivência.
- – FrutaFizz (Brasil), de Kauan Okuma Bueno. História sobre resgate de lembranças e afetos, onde a memória é tratada como fragmento vivo e sensível.
- – Assigned (Suíça), de Aude Sublet. Narrativa artística que aborda problemas contemporâneos, como identidade, sobrecarga e a relação com papéis sociais.
Foto: Darius Pippi
Fonte: Rádio Missioneira | Com informações da Assessoria de Imprensa