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Mais de 70 mulheres têm medidas protetivas em São Luiz Gonzaga, informa Ministério Público

Mais de 70 mulheres em São Luiz Gonzaga possuem atualmente medidas protetivas de urgência relacionadas a casos de violência doméstica. O dado foi destacado durante entrevista concedida pelos promotores do Ministério Público do Rio Grande do Sul ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Missioneira, nesta segunda-feira (16).

Participaram da entrevista os promotores Bianca Barbato Vieira e Henrique Maciel Knipp, que abordaram ações e desafios no enfrentamento à violência contra a mulher, tema que ganha ainda mais destaque durante o mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.

Segundo Bianca, o município possui atualmente mais de 70 mulheres amparadas por medidas protetivas. Na maior parte dos casos, essas vítimas recebem acompanhamento da Brigada Militar  por meio da Patrulha Maria da Penha. De acordo com a promotora, o acompanhamento ocorre na maioria das situações, exceto quando a própria vítima informa que não necessita do monitoramento. “Na grande maioria dessas mulheres, a não ser que a mulher diga que não precisa do acompanhamento, a Patrulha Maria da Penha faz o acompanhamento de todas essas mulheres aqui no município”, explicou.

Durante a entrevista, Bianca destacou que a violência doméstica é um problema complexo e estrutural. Segundo ela, o Ministério Público tem buscado atuar em conjunto com outras instituições para fortalecer políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

“O problema da violência doméstica é algo crônico, estrutural e social. O Ministério Público em São Luiz Gonzaga está trabalhando em conjunto com a Câmara e com outros atores da rede para estruturar políticas públicas para as mulheres vítimas de violência e também para a educação da população masculina que insiste em violentar mulheres”, afirmou.

Entre as iniciativas em análise está a possibilidade de ampliar ações educativas em escolas. A proposta surgiu após uma conversa realizada recentemente com estudantes da Escola Centenário.

Segundo a promotora, o encontro demonstrou o interesse dos jovens no tema. “Nós vimos o quanto os adolescentes e as meninas estavam engajados na conversa. É uma ideia ainda em construção, mas seria excelente se pudéssemos envolver outros atores e instituições”, explicou.

Os promotores também reforçaram a importância de denunciar casos de violência. As vítimas ou testemunhas podem procurar diferentes órgãos da rede de proteção, como a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o Ministério Público ou a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul.

Além disso, Bianca ressaltou que a sociedade tem papel fundamental na identificação e no enfrentamento da violência doméstica. Segundo ela, familiares, amigos e vizinhos devem orientar e apoiar mulheres que possam estar em situação de risco.

“É importante a conscientização da sociedade e também de cada cidadão enquanto familiar de uma mulher que possa estar sofrendo violência, de conversar, orientar e ajudar essa pessoa a procurar apoio”, destacou.

Fonte: Rádio Missioneira

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