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Lideranças missioneiras apresentam demandas ao Iphan durante reunião na região

A programação da última terça-feira (24) do Conecta Missões foi aberta com uma reunião temática para debater o papel do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nas Missões. O encontro foi promovido pelo “Grande Projeto Missões” e pelos Institutos Históricos e Geográficos de Santo Ângelo e de São Luiz Gonzaga. Representantes de instituições públicas e da iniciativa privada estiveram presentes no Clube Gaúcho, em Santo Ângelo, durante a manhã.
Segundo os organizadores, o painel de discussões foi proposto como continuidade a um encontro realizado em julho de 2022, na cidade de São Miguel das Missões, que elencou prioridades a serem conduzidas pelo Iphan, especialmente quanto ao desenvolvimento de projetos de requalificação dos quatro sítios arqueológicos que integram o Parque Histórico Nacional das Missões (ainda em processo de implementação). No documento intitulado Carta de São Miguel, redigido à época, constava o pedido de recuperação de estruturas “caídas, soterradas ou encobertas, transformando-as em atrativos turísticos de padrão internacional”.
Para o articulador do “Grande Projeto Missões”, Álvaro Theisen, é fundamental debater uma nova forma de relacionamento do Iphan, para que a instituição tenha um olhar diferenciado à região missioneira, incluindo novos investimentos, inclusive em pontos que estão fora dos limites dos sítios arqueológicos. “Já identificamos mais de duzentos pontos com resquícios missioneiros, ao longo do território do Rio Grande do Sul”, exemplifica.
Também presente ao debate, o superintendente do Iphan no Rio Grande do Sul, Rafael Pavan dos Passos, avaliou a importância do Conecta Missões como espaço que possibilita a discussão sobre o futuro das Missões, a partir de uma construção que leva em conta a gestão compartilhada da memória e legado deste território. “O Iphan quer aproveitar esta semana para estar ainda mais próximo e conectado com os municípios, com a sociedade civil missioneira e com o próprio estado do Rio Grande do Sul, mantendo um olhar sensível à proteção da memória e do legado, função principal do instituto”, afirma.
Para o superintendente, o escritório técnico que o instituto mantém, em São Miguel das Missões, sempre cumpriu um papel importante. “É a primeira vez que a chefia do escritório técnico é conduzida por um arqueólogo, trazendo uma outra dimensão que, de alguma maneira, amplia o diálogo”.
Após responder a uma série de questionamentos e demandas apresentadas pela plenária, Passos destacou que é fundamental “alinhar objetivos comuns e construir os caminhos possíveis, que demandam recursos humanos e financeiros, fortalecendo as instituições que trabalham com o patrimônio histórico para que possam atender às demandas na velocidade que a sociedade aspira”.
Foto: Marcos Luft
Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Cultura 

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