Líderes de setores da agricultura do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná participaram ontem de uma reunião em Brasília com a equipe de transição do governo. As lideranças estão com esperança sobre a postura do governo de Jair Bolsonaro para as demandas desse setor. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, o presidente da Fecoagro, Paulo Pires, avaliou o encontro, mediado pelo senador eleito Luis Carlos Heinze.
Segundo Pires, o encontro foi muito oportuno e positivo. Os representantes das cadeiras produtivas apresentaram suas demandas. O comércio com o Mercosul foi um dos temas amplamente debatidos. A classe defende que existe uma concorrência desleal entre países do bloco.
Heinze, em nota divulgada pela assessoria de imprensa, acrescentou que é preciso ocorrer o livre comércio. “Precisamos ser competitivos e uma das formas é colocar em prática alguns dos principais pontos do acordo: o livre comércio entre as nações. Dessa forma, os produtores brasileiros poderão comprar defensivos, fertilizantes, sementes, máquinas, equipamentos, peças e até óleo diesel em qualquer território do Mercosul. Só assim nossos custos de produção serão reduzidos e voltaremos a ter competitividade”, cobrou.
O presidente da Feacoagro analisa que em 2019 será menos socialista. “Vão tirar o paternalismo e as vantagens que estamos acostumados”, disse. Ele também acredita será um governo mais liberal, com abertura para negócios. “A gente sentiu uma mudança com economia com forte tendência liberal”, destacou.
Paulo pontuou que as demandas do cooperativismo são únicas, já que não se trata de uma empresa comercial. Ele destacou que agricultores terão que se preparar para esse novo momento.
Participações
Receberam as lideranças a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e os novos secretários da Receita Federal, Marcos Cintra, e de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, que debateu mudanças na participação do país no bloco econômico.
Autora: Amanda Lima
Fonte: Rádio Missioneira