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La Niña chega ao fim após três anos, confirma MetSul

Depois de três anos, chega ao fim um evento histórico do fenômeno La Niña. O anúncio foi feito hoje pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) e já era aguardado ante as condições oceânicas e atmosféricas dos últimos dias no Pacífico Equatorial. Um mês atrás, a MetSul antecipou que a La Niña estava nos últimos dias.

Por meses, a MetSul vem destacando ainda a possibilidade de volta do El Niño. Conforme o Centro Nacional de Previsão do Clima da NOAA, os indicadores de La Niña praticamente desapareceram em fevereiro. A La Niña está associada a águas mais frias do que o normal no Oceano Pacífico tropical, mas recentemente as águas aqueceram e na costa do Peru e do Equador as anomalias de temperatura já estão até em patamar de El Niño costeiro, embora não haja um evento de El Niño.

A La Niña atuava desde 2020, mas por um breve período houve condições neutras em 2021. Os seus impactos são enormes. Justamente a sucessão de anos de La Niña, que não se via desde a virada do século, causou as estiagens em sequência no Rio Grande do Sul e as secas na Argentina, além de eventos extremos de frio no Sul do Brasil com neve tardia e até inédita em novembro.

Com a notícia do fim da La Niña, a pergunta é inevitável: o fim da La Niña significa que a estiagem que assola o Rio Grande do Sul vai acabar? Não, não é tão simples assim. Ideal que acabasse, mas a estiagem vai permanecer ainda por algum tempo. O que pode ocorrer são episódios de chuva mais frequentes, e apenas em certos períodos, como se viu em fevereiro e neste começo de março.

Fonte: MetSul Meteorologia 

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