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Interventora fala a respeito de novas alternativas para o Hospital São Luiz Gonzaga e diz que mantém otimismo

Em recente entrevista
concedida a reportagem da Rádio Missioneira a interventora do Hospital São Luiz
Gonzaga, Iria Diedrich, falou acerca de diversos assuntos, assuntos que lhe
fazem refletir sobre suas metas como administradora, que, há oito anos, presta
seus serviços frente ao Hospital local.

O primeiro
assunto abordado por Iria foi o repasse de recursos. Recentemente o Governo do
Estado anunciou que os hospitais filantrópicos iriam receber os recursos
atrasados. Segundo Iria, foi a Federação das Santas Casas que divulgou a
referida informação para as instituições. Os valores devidos, tanto deste ano
como o de 2014, seriam pagos em parcelas.

Somente com
o hospital de São Luiz o débito é de R$ 821mil. Até o momento, o que se sabe é
que o recurso para o pagamento seria adquirido com empréstimos dos hospitais
com o aval do Estado, junto a bancos como o Banrisul, Banco do Brasil e Caixa. Em
um primeiro momento, o financiamento (a longo prazo) seria efetuado com
carência de 12 meses, em 36 parcelas. Iria ressaltou que o Estado será o
responsável por todas as garantias do referido processo.

Traumatologia

Sobre a
possibilidade de que alguns hospitais, ao provar que possuem demanda regional,
pudessem melhorar na questão do repasse de recursos, a interventora disse que
já foram feitas manobras nesse sentido, solicitado incentivo na traumatologia.
Projeto foi encaminhado em 2012, mas, até hoje, nada chegou de concreto.

Recentemente
a equipe do Hospital São Luiz Gonzaga encaminhou solicitação ao deputado
federal Osmar Terra e o chefe da Casa Civil Márcio Biolchi para que eles
intercedam possibilitando que o Estado repasse esse recurso, uma vez que o
projeto disserta sobre verba federal. O próprio hospital está arcando com os
custos de serviços de traumatologia, porém, hoje, as dificuldades encontram-se
na falta de dinheiro para pagar profissionais e atender toda a demanda.

Oftalmologia

Outra
demanda reprimida em âmbito local é referente aos serviços de oftalmologia.
Nesta situação, o maior problema hoje é o baixo valor pago por consulta, que é
de R$ 10,00. Segundo Iria, não se encontram médicos dispostos a trabalhar com
valor tão baixo por consulta. Somando-se isso ao momento financeiro tanto em
nível local como estadual e nacional, o serviço de oftalmologia torna-se inviável
a curto prazo em São Luiz.

Pendência
com a Prefeitura

Iria também
falou sobre o retorno do valor aproximado de R$ 1milhão emprestado pelo
Hospital local à Prefeitura para pagar as rescisões dos agentes de Saúde.
Segundo a interventora, esse assunto mexe com questões jurídicas e alternativas
têm sido buscadas para que o Hospital seja ressarcido. Uma dessas alternativas
surgiu recentemente, quando foi constatado que não haveria problema em a
Administração Municipal pagar o valor devido com serviços ou até material de
consumo a título de subvenção.

Propostas
estão sendo estudadas para efetivar uma contribuição do município ao Hospital
nesses moldes, porém, o tempo está se esgotando. Iria ressaltou que, do jeito
que está, este (agosto) é o último mês no qual o Hospital poderá cumprir
integralmente com sua folha de pagamento.

União

Iria também
abordou os compromissos com a União, que estão sendo pagos desde 2012. Em
recente visita a Porto Alegre, comitiva do Hospital obteve informações sobre o
andamento de dívida com o FGTS, sobre o qual atualmente há muitas discussões,
pois existem processos onde a Caixa executou períodos, nos quais há ações
trabalhistas que cobram a mesma dívida.

O Hospital
questiona o valor real da dívida do FGTS. Segundo Iria, a instituição informou
tudo o que está liquidado de FGTS nas ações trabalhistas, sendo que, das mais
de 200 ações trabalhistas que o Hospital possuía, hoje a instituição tem apenas
cinco pendentes, com duas destas de tamanho considerável. Assim chegou-se a um
valor de R$ 3,2 milhões de dívida com o FGTS. Hoje a legislação não permite
mais de 60 parcelas, porém, na época em que o Hospital protocolou seu pedido de
parcelamento, ainda estava vigente a lei que garantia parcelamento em até 180
vezes. Assim que o parcelamento sair a instituição terá suas negativas. A
questão da negativa trabalhista é o grande desafio nesse sentido.

Apoio da
comunidade

Trabalhando há
oito anos com a gestão do Hospital, Iria sabe que não há solução a curto prazo.
Hoje, a meta inicial, que era quitar as dívidas da instituição em dez anos,
parece muito difícil de ser cumprida, mas o seu otimismo ainda prevalece. Ela
também ressaltou o grande apoio que vem sendo transmitido a hospitais regionais
por parte das comunidades, como no caso de Ijuí, com entidades fazendo rifas e
auxiliando financeiramente suas instituições.

Iria
destacou que não observa esse tipo de apoio em São Luiz Gonzaga, mas, por outro
lado, ressaltou a atuação do Consórcio Intermunicipal de Saúde, que, por meio
de suas prefeituras, vem promovendo trabalho que pode ser considerado o grande
responsável pelo não fechamento das portas do Hospital São Luiz Gonzaga, pois é
a partir daí que a instituição tem garantido o seu plantão presencial, de
sobreaviso, complementos de cirurgias entre outros serviços.

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