A situação
envolvendo o Executivo e o Sindicato dos Municipários segue preocupando os
representantes sindicalistas, que foram representados por seu presidente
Altamir Matos e pelo tesoureiro Nilson Chaves em oportunidade onde os dois
concederam entrevista no programa Jornal da Manhã desta quinta-feira.
Primeiramente
Altamir lembrou que os servidores municipais ainda não tiveram nenhum ganho
real nesta atual administração. Ele lembrou transtornos recentes, como a
questão da mudança no horário das funcionárias de escolas infantis, e
alterações na regulamentação em percentual da insalubridade, episódio que,
novamente, resultou em prejuízo para o funcionalismo.
Segundo
Altamir, alegando possibilidade de apontamentos do Tribunal de Contas, o
Executivo vem alterando a fórmula de cálculo de praticamente todas as vantagens
dos servidores, sempre partido do menor valor possível como base. Além de
considerar os vencimentos dos funcionários, também há a situação do
comprometimento do orçamento de muitos servidores, que veem suas dívidas
crescerem, o que também pode acarretar em diminuição de procura e consumo no
comércio são-luizense.
Com relação
ao magistério, Altamir disse que, apesar do aumento de 6% recebido pela
categoria, a situação não é tão boa quanto parece. Ele deu o exemplo dele
próprio, que, mesmo tendo aumento de 6%, teve perda de R$ 150,00 em seu
salário, devido à mudança na fórmula de cálculo do salário básico, pois
adicionais que eram calculados sobre esse básico deixaram de ser.
Contabilizando todos esses fatores, Altamir teve perda de 2%.
Sobre o
aumento do vale-refeição, o Presidente do Sindicato dos Municipários disse que
a categoria tem poucas esperanças em aumento nesse benefício, uma vez que foi
anunciado pelo Prefeito Junaro que haveria conversa e esclarecimentos sobre
isso com a categoria, mas, até agora, nada se sabe sobre as intenções do
Executivo em conceder esse aumento. O tesoureiro Nilson Chaves também destacou
a defasagem os vencimentos de diversos setores do funcionalismo. Segundo
Nilson, em setembro, o Sindicato participará de audiência no Tribunal de Contas
junto com o Executivo, para debater essa questão dos apontamentos de uma forma
mais aprofundada.