Inquérito da morte do policial militar Adair Porto será concluído em 10 dias

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Polícia Civil de São Nicolau auxilia nos trabalhos. O militar mais antigo de Dezesseis de Novembro deverá assumir o posto antes ocupado por Adair no município
O inquérito da morte do 2º sargento da Brigada Militar Adair de Melo Porto está sendo realizado e a previsão é de que dentro de 10 dias o processo seja concluído. A informação foi confirmada pelo comandante do 14º BPM, major Eduardo Brum, em entrevista ao programa Jornal da Manhã na Missioneira FM 94.9 nesta quarta-feira (5).

O major ressalta que as medidas administrativas sobre o caso iniciaram ainda na madrugada de sábado (1º), logo após o ocorrido. Levantamento de provas, obtenção de dados e esclarecimentos estão sendo realizados em parceria com a inteligência da Polícia Civil de São Nicolau. Em função do andamento do inquérito, maiores detalhes não podem ser divulgados no momento.

Conforme o comandante do 14º BPM, o policial militar Adair de Melo Porto era lotado do GPM de Dezesseis de Novembro, que pertence ao Pelotão de São Nicolau. Em razão da falta de efetivo na madrugada do último sábado, a patrulha de Dezesseis de Novembro estava realizando policiamento ostensivo em São Nicolau, momento em que o profissional foi morto com disparos de arma de fogo por um morador da cidade durante abordagem.

Segundo o major Brum, Adair tinha um vínculo muito grande com as comunidades de Dezesseis de Novembro e São Nicolau. “Ele era muito calmo, um exímio negociador e dificilmente se alterava”, relembra o comandante. “Foi uma grande perda para a Brigada Militar e de forma brutal”, salienta. Adair aguardava a promoção ao posto de 1º sargento e reserva remunerada na condição de 1º tenente e era um “aficionado pela Brigada Militar”.

Quanto ao policial que efetuou os disparos que acabou matando o agressor de Adair, o major Brum informou que o 14º BPM já definiu sua situação, mas que a medida não será tornada pública. O militar mais antigo lotado em Dezesseis de Novembro deverá assumir o posto antes ocupado pelo militar morto.

Rádio Missioneira