Os incêndios florestais que atingem a Amazônia, seja no território brasileiro ou boliviano, formaram um extenso corredor de fumaça que se espalha pelo céu de diversos municípios brasileiros e de países vizinhos. Imagens de satélite da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) identificaram a circulação da espessa nuvem de poluição em uma área que vai de Manaus, no Amazonas, até o Rio Grande do Sul.
O Brasil registrou o recorde de queimadas na Amazônia no primeiro semestre de 2024, conforme dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Até o dia 7 de julho, foram contabilizados 14.250 focos de incêndio na região florestal brasileira.
Além de reduzir a visibilidade do céu, a fumaça que se espalha do norte para o sul do Brasil também afeta diretamente a qualidade do ar. O fenômeno está longe de ser inédito. Em anos anteriores, eventos semelhantes ocorreram devido a queimadas em outras áreas. Em 2020, o Rio Grande do Sul foi um dos Estados mais atingidos pela fumaça das queimadas no Pantanal.
Foto: NOAA
Fonte: GZH