No dia 1º de novembro de 1912, há exatos 110 anos, nascia no interior de Pirapó Reduzino Silveira Malaquias, o artista que ficou conhecido no Rio Grande do Sul como o “Gaiteiro das Missões”. Reduzino faleceu em São Nicolau no ano de 1996, aos 84 anos. Sua trajetória musical com a gaita de oito-baixos ficou conhecida no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Na década de 1960, Malaquias integrou o grupo Os Fronteiristas, do qual também fizeram parte seu filho Reinaldo e Pedro Ortaça. Nos anos 1980, fez parte do grupo Os Nativos. Autodidata em seu instrumento, o artista foi inseparável com a gaita desde a infância.
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Em 1976, por exemplo, Reduzino gravou pela primeira vez junto com Pedro Ortaça. Foi o disco intitulado “Mensagem dos Sete Povos”, contendo músicas que ficaram muito conhecidas.



Neste dia em que Reduzino completaria 110 anos, a associação divulgou a letra de uma música feita por Chico Fontella (Luís Augusto Ferreira dos Santos). Confira:
“PORQUE O GAITEIRO É ETERNO”
Quando um toque de gaita
Se esparrama pelo vento
Aflora no pensamento
Uma saudade gaviona
E a lembrança redomona
Com suas manhas e manias
Relembra do Malaquias
Floreando a sua cordeona!
Reduzino Malaquias
Um gaiteiro imortal
De lá de São Nicolau
Com uma gaita de botão
Deixou pra nós a lição
Que o gaiteiro nunca morre
E a cada bufo de fole
Corcoveia no caixão!
Na cordeona fez história
Com ela contou segredos
E com a alma nos dedos
Alegrou os corações
No embalo de suas canções
Pro Rio Grande disse adeus
Foi tocar gaita pra Deus
O GAITEIRO DAS MISSÕES!
Mesclou o bufo do fole
Com a alma da redução
Tocava com o coração
Missioneiro na essência
Lá na primeira Querência
Partiu e se foi embora
Hoje até a tua gaita chora
Reclamando a tua ausência!
O som de bronze da ruína
No retinir de um sino
Com a gaita do Reduzino
Num abraço muy fraterno
Mesclando antigo e moderno
Num estilo Missioneiro
Porque o homem é passageiro
Mas o GAITEIRO É ETERNO!
Rádio Missioneira