Detalhes importantes sobre o Grito de Alerta Missões e outras
mobilizações foram discutidas em reunião na sexta-feira (02) em São Luiz
Gonzaga. A Macro Regional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag)
esteve reunida na Escola Técnica Cruzeiro do Sul.
Na oportunidade foi confirmada a data de realização da Grito
de Alerta Missões, que será realizado no dia 17 de maio, em Santo Ângelo. A
respeito da mobilização, os sindicalistas definiram um novo modelo. Serão três
dias, sendo dois deles de acampamento e um de caminhada, que terá 10km.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais
de São Nicolau, Nilton Rutszats, que falou ao repórter Gerson Marques, o objetivo é chamar ainda mais atenção da
comunidade com o ato. Ele explicou que o acampamento será levantado em
Entre-Ijuís, onde os manifestantes ficarão dois dias. No dia 17 de maio, parte
do grupo acampado deve seguir a pé, por aproximadamente 10km até o município de
Santo Ângelo. A expectativa é de que mais de 10 mil pessoas se reúnam para o
grito. “Queremos chamar a atenção para o que acontece não só com a classe
produtora, mas com todos os cidadãos. Pagamos impostos abusivos sobre os
produtos, como por exemplo, gás e combustível. Queremos saber porque”, disse.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de
Santo Ângelo, Daniel Casarin, o grito será um auxílio a todos os produtores do
estado, uma vez que as pautas são de ampla abrangência. “Precisamos
conscientizar a comunidade sobre as coisas que estão acontecendo e, com este
ato, isso será possível”, evidenciou.
Para o grito de Alerta Brasil, que poderia ser em março,
ainda não há data definida, uma vez que, de acordo com Nilton, há pouco tempo hábil
para realizar a mobilização neste mês. O que se sabe até o momento, é que o
mesmo deve ocorrer também no mês de maio.