O início da semana foi de grande movimento para a categoria dos professores do estado do Rio Grande do Sul. Em mobilizações contra o pacote de projetos de reforma do plano de carreira, educadores e funcionários liderados pelo CPERS mostraram sua indignação com as medidas anunciadas.
Na terça-feira, dia de sessão na Assembleia Legislativa, manifestantes rodearam o Palácio Piratini e, em um gesto que foi entendido como de total desrespeito por parte do secretário-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, foram recebidos na calçada. O ato gerou tumulto, com ação de forças de segurança para conter os ânimos. Lembrando que o governador Eduardo Leite estava em Brasília na ocasião.
Em participação no programa Jornal da Manhã desta quarta-feira (27), o diretor do 33º Núcleo do CPERS, com sede em São Luiz Gonzaga, Joner Marchi Nascimento, trouxe estas e outras informação sobre a mobilização na Capital, da qual ele participou. Na segunda semana de greve, a categoria busca pressionar os deputados para não deixar esse projeto passar.
Segundo o entrevistado, o pacote não só retira direitos como inviabiliza a qualificação da Educação Pública do Estado, pois qual o incentivo que um educador, ganhando um baixo salário, terá para buscar uma especialização, que por si só já custa caro e ainda fará pouca diferença no incremento de seus rendimentos? Para Joner, está sendo aberto a passos largos o caminho para a privatização da educação pública.
Para os professores, o pacote do Governador não apresenta nenhuma evolução na carreira, muito pelo contrário. Por esse motivo a categoria quer que os projetos sejam retirados da pauta da AL. A greve continua por tempo indeterminado.
Rádio Missioneira