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11 de janeiro de 2019
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Gestão Sartori deve R$ 600 mil ao Hospital de São Luiz Gonzaga e causa atraso nos salários de funcionários

Foto: Arquivo/Rádio Missioneira
11 de janeiro de 2019 l 14:47
Materia atualizada: 11/01/2019 l 15:53

Parte do salário de novembro ainda não foi pago. O salário deste mês, relativo a dezembro, não tem nenhuma previsão de ser quitado





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A gestão de José Ivo Sartori deixou uma dívida de R$ 580 mil com o Hospital de São Luiz Gonzaga. O Instituto de Assistência a Saúde dos Servidores Públicos (IPE) também tem atraso de R$ 260 mil até esta semana. O resultado do descaso do governo fica com o lado mais fraco: os trabalhadores e trabalhadoras da casa de saúde.

Parte do salário de novembro ainda não foi pago. O salário deste mês, relativo a dezembro, não tem nenhuma previsão de ser quitado. Segundo a diretora do hospital, Iria Diedrich, o novo governo não deu nenhuma notícia sobre os recursos. “Nem ao mesmo uma data pra gente se organizar”, relatou em entrevista à Rádio Missioneira.

A situação deixa a diretora triste e desanimada. “Eu quero pedir desculpas aos funcionários que seguem trabalhando mesmo nessa situação, que há algum tempo não ocorria”, explicou. Ao mesmo também, ela agradeceu o entendimento da equipe. “Eles nos animam e dizem que algo de bom vai acontecer”, contou.

Iria informou que a prioridade tem que ser o pagamento das parcelas de dívidas, negociadas após anos no vermelho. “Muitos não entendem, mas se atrasarmos isso, perdemos todos os recursos indicados”, argumentou. Por muito tempo, a casa de saúde não pode receber empréstimos, emendas ou qualquer outro valor, por não estar em dia com as contas. Em 2017 a situação foi resolvida, mas é preciso pagar todos os parcelamentos mensalmente.

Neste ano, a diretora prevê que será difícil novamente. Em relação ao estado, analisa que o governo também está endividado. Sobre o governo federal, avalia que até agora não ouviu nenhuma informação sobre priorização da saúde por parte do novo presidente. Mesmo assim, ela tem esperança.

Diedrich pontua que a ajuda da comunidade continua sendo importante. Doações de alimentos, em especial leite, produtos de limpeza, remédios, roupas de cama e valores em dinheiro são bem vindos. Quanto menos o hospital precisar gastar recursos para o custeio das atividades, mais sobra para o salário dos trabalhadores e das dívidas a serem honradas em dia.

Autora: Amanda Lima

Fonte: Rádio Missioneira


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