Segundo Rafael Dalenogare, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador, o Plano Safra da Agricultura Familiar, anunciado nesta semana pelo Governo Federal, apresenta pontos positivos e negativos.
“Na nossa avaliação, em um cenário geral, foi razoável”, disse Dalenogare, em entrevista para o programa Jornal da Manhã nesta sexta-feira (5). Segundo ele, o principal ponto que deixou a desejar foi o aumento da alíquota do Proagro, que chegou a 10%.
Conforme Rafael, a pressão de entidades do setor, como Fetag-RS e Contag foi fundamental para a elaboração de um Plano Safra que favoreceu alguns avanços. “Foi dentro do aceitável. A agricultura familiar foi a mais contemplada”, considera.
No que se refere ao Pronaf, existem preocupações por parte da Fetag-RS quanto ao enquadramento, que deveria ter sido ampliado para todas as linhas e não apenas para a cadeia leiteira, e ao valor de financiamento para investimentos, que foi aumentado de R$ 210 mil para R$ 250 mil, mas ainda não atende às necessidades da agricultura familiar, especialmente devido aos altos custos das máquinas agrícolas.
Contudo, há aspectos positivos, como a redução das taxas de juros em algumas categorias, as linhas de crédito especiais e o aumento de recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos.
Rádio Missioneira