Com perdas já visíveis e diante de previsões desanimadoras para março, a situação de quebra na safra de soja se consolida no estado do Rio Grande do Sul. Em entrevista no programa Jornal da Manhã desta sexta (6), o presidente da Fecoagro, Paulo Cézar Vieira Pires, trouxe alguns dados atualizados.
Vivenciando o último dia da Expodireto de Não-Me-Toque, o entrevistado exaltou a consolidação da feira no cenário internacional, o que coloca o RS no centro do agronegócio. Isso é reflexo de um retrospecto excelente, com investimento em tecnologia e clima ajudando muito, o que, infelizmente, hoje hão se observa.
Segundo Pires, na própria Expodireto, há relatos de quebra de até 40%. Analisando todos os dados de que dispõe em parceria com entidades representativas do setor, a Fecoagro prevê que a safra no RS, estimada em 19 milhões de toneladas, caia para 12 milhões.
Assessor jurídico da Farsul, Luis Fernando Cavalheiro Pires também participou do programa desta sexta e reforçou a necessidade de se obter mecanismos que amenizem essa situação. Conforme informou, com toda a certeza a quebra no Estado já passou dos 30%, o que preocupa as entidades, que, desde janeiro de 2020 estão em negociação com o governo federal, pedindo prorrogações de parcelas de custeios de investimentos e da janela de plantio.
Além disso, Luis Fernando também informou que a Farsul trabalha intensamente para desburocratizar processos como o licenciamento ambiental, motivo de entraves para muitos produtores. Segundo o entrevistado, se o governo realmente quer incentivar o produtor, deve facilitar o acesso e simplificar processos.
Rádio Missioneira