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São Luiz Gonzaga
6 de abril de 2020
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Farsul reforça posição em defesa do livre mercado

Tiago Francisco / Divulgação Sistema Farsul
6 de abril de 2020 l 15:21
Materia atualizada: 06/04/2020 l 17:24




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A Farsul emitiu nota oficial onde reforça sua posição em defesa da livre iniciativa e, principalmente, do produtor rural. O texto foi apresentado após manifestação do Sicadergs que busca coibir as exportações de gado em pé. No documento, a Federação lembra que por anos os pecuaristas amarguraram prejuízos sem ter responsabilizado a indústria por isso. Também destaca que em várias épocas a entrada de carnes no Rio Grande do Sul é maior do que a saída, sendo que nos últimos anos, a oferte de animais guiados para o abate no estado gira em torno de dois milhões de cabeças, mesmo com o aumento das exportações de animais vivos.

Confira a note na íntegra:

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul – FARSUL, ao longo dos seus 92 anos sempre esteve ao lado do produtor, carregando princípios e valores. Existem dois princípios que para a FARSUL são inegociáveis: o direito de propriedade e o da livre iniciativa. Partindo dessa premissa, o produtor rural está sempre pronto para, nos demais aspectos, buscar melhorias para a cadeia produtiva.

Nesse contexto, a indústria tem fundamental importância, assim como o produtor rural. Olhando para o retrovisor, podemos fazer a seguinte pergunta: por quantos anos o produtor rural amargou prejuízos? E ao longo deste período, responsabilizamos a indústria? Embora sempre cobramos maior transparência nos rendimentos, cobramos também o fim do desconto de frio de 2%, pelo simples fato de que é apenas no Rio Grande do Sul que ocorre esse desconto. Mesmo sem qualquer previsão legal. Acreditamos que é o livre mercado que impõe o preço no nosso produto. No mesmo momento que surgiu ao produtor, através da exportação de “gado em pé” uma oportunidade de buscar melhores remunerações que o mercado interno, o SICADERGS busca “coibir” essa prática. Ferindo com isso os princípios que sempre defendemos que é da liberdade de mercado, ou seja, do produtor rural ter a possibilidade de negociar e buscar melhores resultados no seu negócio.

Se analisarmos a oferta de animais guiados para abate no nosso Estado, esse número gira em torno de 2.000.000 (dois milhões) de cabeças. Número que vem se mantendo por vários anos, mesmo com volumes grandes de exportações de “gado em pé” nos últimos tempos. Será que o problema é de oferta? Em muitas oportunidades entra no RS mais carne no estado do que sai. Boa parte oriunda do centro-oeste. Dá-se a esse mecanismo o nome de livre mercado, e assim como não aceitamos a criação de barreiras na exportação de animais vivos, também entendemos que possa entrar essa carne dos outros estados da federação.

Entendemos que a discussão não é na exportação de animais vivos, mas sim de organização e remuneração do mercado interno e para essa discussão continuamos parceiros da indústria. A Farsul representando o elo produtor desta vital cadeia é parceira para realizar um debate na busca de soluções conjuntas com todos os interessados na pecuária de corte e seus subprodutos. Procurando, de alguma maneira, melhorar esse setor importante para o Rio Grande do Sul, visando desburocratizar e reduzir impostos. Todavia, jamais aceitaremos que o governo possa intervir na liberdade de mercado e, como consequência, trazer prejuízos ao produtor que, assim como a indústria também sofre com os efeitos severos da grave seca que assola o Estado.

Devemos criar este ambiente para debates, porque este não é o único tema importante que precisa ser trabalhado. Certamente outros virão. E, se não soubermos resolver em conjunto, o prejuízo será de todos.

Fonte: Farsul


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